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A direita no Paraná não sofre por falta de nomes ao senado, mas por excesso de egos

O movimento de Flávio Bolsonaro não é à toa, é cálculo político puro. Quando ele pede para Cristina Graeml sair da disputa, não é sobre união da direita, é sobre controle de espaço. São duas vagas ao Senado, mas com três ou quatro candidaturas do mesmo campo, alguém inevitavelmente fica pelo caminho, e pode ser justamente quem eles não querem.

O risco que Flávio aponta existe, sim. Voto pulverizado abre brecha. Mas também revela insegurança. Se as candidaturas fossem tão sólidas assim, não haveria esse incômodo com a concorrência interna.

Do outro lado, Cristina responde com confiança, talvez até confiança demais. Apostar que o Paraná elegerá dois nomes da direita ignora um detalhe básico da política, eleição se ganha na matemática do voto, não no discurso.

Hoje, Deltan e Felipe Barros já largam com estrutura, recall e padrinhos fortes. Cristina entra como novidade, mas novidade sem base consolidada costuma encontrar um limite rápido.
No fim, o recado é claro. A direita no Paraná não sofre por falta de nomes, mas por excesso de ego. E isso, historicamente, costuma cobrar um preço alto nas urnas.

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