A prisão de Nunes Silvério voltou a movimentar Ponta Grossa e gerar ampla repercussão após o restabelecimento da medida pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça neste sábado (24). Em entrevista exclusiva ao BnT, o advogado de defesa, Yuri Kozan, criticou a decisão e afirmou que a ordem é “totalmente ilegal”, alegando que a acusação teria utilizado estratégias irregulares para obter a nova determinação.
Segundo o advogado, a prisão de Nunes Silvério foi restabelecida após o Ministério Público apresentar um pedido durante o plantão judiciário, por volta das 18h30 de sexta-feira (23). Kozan argumenta que a decisão não passou pelo relator natural do caso e que a desembargadora responsável pelo plantão teria sido “induzida a erro” por informações consideradas falsas pela defesa, especialmente relacionadas a risco de fuga e periculosidade.
Durante a entrevista ao repórter do BnT, Igor Rugilo, o advogado reforçou que Nunes sempre esteve à disposição da Justiça e que, no dia dos fatos investigados, permaneceu no local até a chegada da polícia. Ele também destacou que não havia qualquer restrição judicial que impedisse o réu de viajar para Minas Gerais, onde vive sua família. A defesa afirma que Nunes cumpria as determinações mensais de comparecimento ao Fórum de Ponta Grossa.
Kozan ainda disse que já levou o caso ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, por meio de um habeas corpus, e que espera a reversão da medida “nos próximos dias”. Parte da equipe jurídica também acompanha os trâmites diretamente no STJ enquanto outra parte se desloca para São Paulo, onde Nunes deve passar por audiência de custódia.
A nova prisão de Nunes Silvério ocorreu menos de 24 horas após ele deixar a Cadeia Pública Hildebrando de Souza. A Polícia Civil informou que o réu foi localizado em Atibaia, São Paulo, com apoio da Polícia Militar paulista. Segundo as autoridades, ele já estava em deslocamento quando foi abordado, o que reforçou o pedido do Ministério Público.
O caso envolve a morte dos irmãos caminhoneiros Gilberto e Josiel Vasconcellos, em abril de 2025, em Ponta Grossa. A defesa mantém a tese de legítima defesa. Em declarações anteriores, Nunes disse que pretende “responder ao que a Justiça determinar e cuidar da família”.
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