Hoje é quarta-feira, 25 de março de 2026, e eu começo mais uma edição do nosso Bola Rolando com aquele olhar direto e sem enrolação sobre o que movimentou o esporte — especialmente o nosso Operário Ferroviário.
Ontem, o Fantasma entrou em campo em Caxias do Sul, no Estádio Centenário, para encarar o Caxias pela Copa Sul-Sudeste. E já adianto: foi um daqueles jogos que dizem muito mais do que o placar. O empate em 0 a 0, diante de um adversário mais experiente e já se preparando para a Série C, precisa ser valorizado — principalmente pelo contexto.
Confira o episódio completo:
O Operário foi a campo com um time alternativo, recheado de jovens. E não foi qualquer aposta: foram seis jogadores da base, do sub-20, começando como titulares. João Gabriel, Bernardo, Miguel, Galdino, Jhow Torres e Kauã Gomes mostraram que não estão ali só para compor elenco. Estão pedindo passagem.
E eu gosto desse tipo de postura. É nesses momentos que a gente descobre quem realmente pode vestir a camisa no profissional.
Outro ponto que me chamou muita atenção foi a estreia do goleiro Diego Monteiro. Para mim, o melhor em campo. Fechou o gol. Fez defesas importantes e mostrou segurança — coisa de goleiro pronto. Veio do São Joseense com boas credenciais e confirmou isso dentro de campo.
Além dele, destaco também o Charles, que assumiu a liderança como capitão, e o Felipe Favero, que estreou muito bem. Sem falar do Dudu Mosconi, que já vem aparecendo e, mais uma vez, mostrou qualidade.
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O time foi consistente na marcação, organizado e, principalmente, teve personalidade. Isso não é pouco. Jogar fora de casa, com um elenco alternativo, e segurar um adversário mais rodado exige maturidade.
E é aí que entra o mérito do trabalho. O técnico Thiago Schumacher usou o jogo como um verdadeiro laboratório — e deu resultado. O Operário sai desse confronto com mais respostas do que dúvidas.
Na minha leitura, esse grupo deve ser mantido para o próximo compromisso, contra o Tombense, no Germano Krüger. Mais uma oportunidade para observar e, quem sabe, consolidar nomes.
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No geral, vejo como uma iniciativa acertada. O Operário pode ganhar muito ao dar espaço para esses jogadores. E, convenhamos, elenco forte se constrói assim: com base, oportunidade e confiança.
A gente segue acompanhando tudo de perto. E daqui a pouco tem mais — ao vivo, no BnT Esportes.
Um abraço e até mais.