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bola rolando 27 03

Sexta-feira chegou, e como de costume, começo mais um Bola Rolando com aquele sentimento clássico de quem respira futebol: análise, expectativa e, claro, um pouco de preocupação.

O fim de semana promete. O Operário Ferroviário volta a campo neste sábado, às 16h30, no Germano Krüger, pela Copa Sul-Sudeste. E já adianto: não é amistoso, não. É jogo que vale, que exige, que cobra. E o adversário, o Tombense, vem completo, organizado, diferente do time alternativo que o Operário deve colocar em campo novamente.

Confira o episódio completo:

Mas antes de falar do Fantasma, eu preciso tocar num ponto que, sinceramente, me incomodou — e acredito que incomodou muita gente: a atuação da seleção brasileira.

A derrota por 2 a 1 para a França escancarou problemas que já vêm se arrastando. E não dá mais pra fingir que não estamos vendo. O Brasil hoje é um time desorganizado, sem meio de campo, sem criação. Falta um cérebro. Falta alguém que pense o jogo.

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E olha… quando até o treinador Carlo Ancelotti admite que o time precisa evoluir muito, é porque a situação realmente preocupa.

O goleiro Ederson, por exemplo, que sempre foi elogiado pela qualidade com os pés, simplesmente não conseguiu construir uma jogada. Cada saída de bola era praticamente um convite ao contra-ataque adversário. Isso pesa — e muito — no futebol moderno.

Enquanto isso, a França mostrou exatamente o contrário: organização, qualidade individual e confiança. E, claro, não dá pra ignorar o talento de Kylian Mbappé. Ele faz na seleção o mesmo que faz no clube: decide, participa, aparece. É jogador de prateleira mundial.

Do lado brasileiro, nomes como Vini Jr. e Raphinha, que brilham em seus clubes, simplesmente desaparecem com a camisa da seleção. Isso diz muito.

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Se eu for ser sincero — e aqui é opinião — hoje o Brasil não passa confiança nem para avançar com tranquilidade na primeira fase da Copa do Mundo. E isso é algo que, há alguns anos, seria impensável.

Mas o futebol não para.

Voltando ao nosso cenário local, o Operário vive um momento interessante. Mesmo com equipe alternativa na Copa Sul-Sudeste, dá pra observar jovens talentos surgindo. Jogadores do sub-20 começam a mostrar que podem, sim, brigar por espaço no time principal.

E enquanto isso, a diretoria trabalha — e trabalha bem.

A chegada do lateral Maguinho, experiente, rodado, e do atacante Caio Dantas, que chega para disputar posição com Pablo, mostra que o clube está atento. Além disso, a possível contratação do zagueiro William Klaus pode dar ainda mais solidez ao elenco.

Ou seja, enquanto a seleção brasileira tenta se encontrar, o Operário segue se estruturando.

E isso é o futebol: enquanto uns ainda procuram respostas, outros vão construindo soluções.

Agora é esperar o jogo de sábado, observar o desempenho desse time alternativo e ver quem realmente pode dar o próximo passo.

Eu sigo acompanhando — e você também deveria.

Porque no fim das contas, o futebol continua sendo isso: expectativa, crítica e, acima de tudo, esperança.

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