Skip to content

O julgamento da trágica morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, chega ao seu 10º e decisivo dia nesta quarta-feira (03). As sessões, que mobilizam a atenção de todo o país, ocorrem no 2° Tribunal de Justiça da Capital, no Centro do Rio de Janeiro. A expectativa para hoje é o início do embate final, com os debates entre a acusação e as defesas dos réus.

A fase de debates no plenário pode se estender por até 10 horas. Logo após essa etapa, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença se reunirão para decidir, de forma soberana, pela condenação ou absolvição do ex-casal. A votação do júri popular pode ser iniciada e concluída ainda nesta quarta-feira ou adentrar a quinta-feira (04). Assim que a votação for encerrada, a juíza Elizabeth Machado Louro convocará as partes para proferir a sentença e determinar a dosimetria das penas, caso haja condenação.

As Acusações

  • Dr. Jairinho: O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior responde criminalmente por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.

  • Monique Medeiros: A mãe da vítima é ré por homicídio qualificado (por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima), além de tortura e coação no curso do processo.

Depoimentos e troca de acusações

O clima atingiu seu ápice na sessão de terça-feira (02), marcada pelos interrogatórios dos réus. Monique Medeiros foi a primeira a depor e apresentou uma nova versão sobre os fatos que antecederam a morte do filho. Durante sua fala, ela afirmou acreditar que Jairinho foi o responsável direto pelo assassinato do menino.

Jairinho, por sua vez, assumiu uma postura defensiva. Ele negou veementemente ter agredido mulheres ou crianças ao longo de sua vida e classificou as graves acusações feitas por suas ex-namoradas como “especulações”. Seguindo a orientação de seu advogado de defesa, Rodrigo Faucz, o ex-vereador optou por não responder a nenhuma das perguntas formuladas pela acusação ou pela juíza do caso.

Ao longo das dez sessões de julgamento, o tribunal ouviu um extenso rol de testemunhas para montar o quebra-cabeça do crime. Entre os ouvidos estão investigadores, peritos, médicos, familiares, testemunhas ligadas ao caso e ex-namoradas de Jairinho. O desfecho de um dos casos criminais de maior repercussão dos últimos anos está agora nas mãos dos jurados.

Leia também:
Cliente surta após compra e ameaça trabalhador de morte

Siga o portal BNT Online no Google News
Seguir