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Ao se aproximar o prazo final da janela partidária, em 3 de abril, o tabuleiro político do Paraná começa a ganhar contornos mais definidos, ainda que longe de oferecer plena clareza.

A saída de Rafael Greca do PSD rumo ao MDB não foi um movimento isolado. Agora, Alexandre Curi vai para o Republicanos e reforça a sensação de que o partido do governador começa a perder densidade interna justamente no momento em que mais precisaria de coesão.

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No centro desse xadrez está Ratinho Júnior, que, embora negue qualquer ruptura, enfrenta um dilema clássico de quem lidera um grupo amplo: não há como sustentar múltiplas pré-candidaturas competitivas sem gerar atrito. A permanência de Guto Silva no PSD indica uma tentativa de manter uma âncora interna, mas não resolve o problema da dispersão.

Na prática, o que se desenha é uma estratégia de pulverização controlada: aliados sendo acomodados em diferentes siglas para ampliar o alcance político do grupo. Essa engenharia pode ser funcional do ponto de vista eleitoral, mas também expõe fragilidades, especialmente a dificuldade de consolidar uma candidatura única com densidade suficiente dentro do próprio partido.

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A filiação de Cristina Graeml ao PSD adiciona uma camada extra de incerteza. Sua chegada levanta mais perguntas do que respostas. Trata-se de uma aposta real ou apenas um movimento tático para testar nomes? Colocá-la como possível contraponto a Sergio Moro sugere que o grupo ainda busca entender o tamanho e a direção do eleitorado de direita no estado.

Esse movimento também pode indicar uma tentativa de capturar ou reorganizar esse campo político, especialmente diante de possíveis rearranjos no bolsonarismo. No entanto, recorrer a um nome que recentemente esteve em oposição ao grupo, como na eleição que levou Eduardo Pimentel à vitória, evidencia indefinição da estratégia.

No fim, o cenário que se impõe é de um jogo ainda em construção. Ratinho Júnior parece operar mais no campo das possibilidades do que das definições. Pode haver um plano estruturado nos bastidores, mas, até aqui, o que se vê é um movimento tático que mistura expansão e dispersão uma equação delicada para quem precisa, em algum momento, transformar articulação em candidatura competitiva.

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