Nos últimos meses, o dólar apresentou um crescimento acentuado em relação ao real brasileiro. A moeda dos Estados Unidos, que era cotada a R$ 5,67 no dia 5 de novembro, alcançou um pico de R$ 6,09 em 17 de novembro. Este aumento de 7,40% em apenas um mês gerou preocupações sobre a situação econômica do Brasil e os impactos internacionais.
A valorização do dólar está ligada a diversos fatores, incluindo a eleição de Donald Trump e incertezas sobre as finanças públicas do Brasil. O ambiente econômico global e decisões políticas impactam as taxas de câmbio.
A eleição de Trump trouxe incerteza que afetou o mercado financeiro. O resultado fez com que investidores reconsiderassem suas estratégias, aumentando a demanda pela moeda norte-americana. As preocupações com a política econômica e as contas públicas brasileiras também contribuíram para essa valorização.
Na quarta-feira, 18 de novembro, o dólar continuou sua trajetória de alta, sendo negociado a R$ 6,12 logo no início do pregão. Os investidores estão atentos ao comportamento da moeda, que se manteve forte e sem sinais de alívio desde que ultrapassou R$ 6,00.
Durante o pregão do dia 17, a cotação do dólar chegou a ultrapassar R$ 6,20. Para conter essa alta, o Banco Central realizou dois leilões de venda de dólares. Além disso, a expectativa de um novo pacote de cortes de gastos analisado pelo Congresso Nacional trouxe um leve alívio ao mercado.
Em 2024, a situação se agravou, com o dólar acumulando uma alta de 25,62% em relação ao real. Este aumento foi impulsionado por preocupações com a inflação e a deterioração das expectativas econômicas. O arcabouço fiscal começou a ser questionado, gerando incertezas sobre a capacidade do governo de controlar a dívida pública.
A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China teve um papel significativo, elevando a inflação e gerando pressão sobre o Federal Reserve para aumentar as taxas de juros. Essa situação, combinada com preocupações sobre as contas públicas brasileiras, levou a um aumento adicional na cotação do dólar.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um novo pacote de cortes de gastos em 27 de novembro, com a expectativa de contenção de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos. Contudo, essa proposta não atendeu às expectativas do mercado, que esperava ações mais robustas, como mudanças em gastos estruturais.
Os investidores começaram a duvidar da eficácia das medidas apresentadas pelo governo. A falta de mudanças significativas em áreas como Previdência, benefícios sociais e investimentos em saúde e educação gerou desconfiança sobre a capacidade do governo de controlar a dívida a longo prazo.
As incertezas sobre a aprovação das medidas fiscais pelo Congresso Nacional aumentaram a preocupação no mercado. A falta de apoio político para implementar as reformas necessárias pode resultar em um cenário ainda mais desafiador para a economia brasileira.
Com a deterioração das expectativas econômicas, o dólar continuou a subir nas semanas seguintes. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar a taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano em 11 de dezembro, buscando conter a inflação e a alta do dólar.
Desde o final da semana anterior, o Banco Central intensificou suas intervenções no mercado de câmbio, realizando leilões de venda de dólares. Aproximadamente US$ 12 bilhões foram injetados no mercado, mas mesmo assim, a moeda continuou a se valorizar.
A trajetória de alta do dólar em relação ao real reflete um complexo conjunto de fatores econômicos e políticos, tanto internos quanto externos. As incertezas sobre a política fiscal brasileira, a pressão inflacionária e a dinâmica do mercado global continuam a influenciar o valor da moeda. A capacidade do governo de implementar reformas eficazes será crucial para estabilizar a economia e conter a valorização do dólar nos próximos meses.
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