Os 60 anos da Imigração Coreana no Paraná serão celebrados com uma exposição especial na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba. A mostra reúne fotografias, documentos, livros e registros que contam a trajetória das primeiras famílias católicas agrícolas coreanas que chegaram ao estado e ajudaram a construir uma importante ligação cultural entre Brasil e Coreia do Sul.
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A abertura acontece no dia 24 de junho, no hall térreo da Biblioteca Pública do Paraná, com entrada gratuita. A iniciativa busca preservar a memória dos pioneiros, valorizar a educação, a fé e apresentar ao público parte da contribuição da comunidade coreana para o desenvolvimento cultural e social paranaense.
Para a comunidade, o espaço escolhido também carrega um significado simbólico. Segundo Myong Jae Han, integrante da Comunidade Coreana, a educação sempre ocupou um papel fundamental dentro da cultura coreana.
“Realizar esta exposição na Biblioteca Pública do Paraná tem um significado especial, pois é um local de grande circulação de estudantes e também da comunidade paranaense, da qual fazemos parte”, destacou.
TRAJETÓRIA DOS IMIGRANTES COREANOS
A exposição apresenta painéis com imagens históricas que mostram desde a viagem dos imigrantes até a instalação das famílias no interior do Paraná. Entre os registros estão fotografias da chegada ao Brasil, notícias publicadas na época e momentos marcantes da formação da colônia.
A história teve início em 17 de novembro de 1965, quando 53 famílias católicas coreanas deixaram o Porto de Busan, na Coreia do Sul, rumo ao Brasil. O grupo chegou ao Rio de Janeiro em 9 de janeiro de 1966, contando com apoio de instituições brasileiras e representantes ligados à Igreja Católica.
Poucos dias depois, os imigrantes desembarcaram em Paranaguá e seguiram viagem de trem passando por Castro até chegarem às regiões de Ponta Grossa e Tibagi. Foi nesse território dos Campos Gerais que nasceu a Fazenda Santa Maria, onde as famílias iniciaram uma nova etapa de vida.
Os pioneiros construíram casas de madeira, prepararam áreas agrícolas manualmente para o cultivo de alimentos como arroz e batata, além de desenvolver atividades rurais para garantir a sobrevivência da comunidade.
EDUCAÇÃO E CULTURA COMO LEGADO
Ao longo das décadas, valores como disciplina, cooperação, perseverança e dedicação aos estudos marcaram a trajetória da imigração coreana no Paraná.
Mesmo enfrentando dificuldades culturais e linguísticas, muitos jovens da comunidade percorriam longas distâncias diariamente para estudar. O investimento na formação abriu caminho para novas gerações atuarem em áreas como medicina, engenharia, direito, tecnologia e empreendedorismo.
Além da história dos primeiros imigrantes, a exposição também destaca a expansão da cultura coreana no Brasil. O público poderá conhecer uma seleção de livros bilíngues doados pela Associação dos Coreanos, incluindo obras sobre arte, tradições, literatura e materiais infantojuvenis.
O crescimento do interesse pela Coreia do Sul também aparece em movimentos culturais recentes, como o K-Pop, os K-Dramas, a gastronomia coreana e eventos culturais que aproximam ainda mais brasileiros e coreanos.
Das assessorias
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