Kia Besta segue como referência de perua escolar no Brasil

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Uma nova concorrente no cenário brasileiro

A van de passageiros Besta chegou ao Brasil em 1993, em um momento de transformação para o mercado automotivo nacional. Dois anos após a reabertura das importações de automóveis no país, o empresário José Luiz Gandini bolava o plano para a apresentação de sua nova marca.

As fabricantes japonesas lançavam hatches e sedãs mais refinados e equipados que os modelos nacionais, como Corolla e Civic. Por outro lado, a empresa coreana teve a ideia de atacar o segmento dos comerciais leves.

Em 1993, chegaram a van de passageiros Besta e o caminhãozinho Ceres, marcando o início de uma nova era para o transporte utilitário.

Desafiando a hegemonia da Kombi

A Besta revolucionou o mercado dominado pela Volkswagen Kombi. Na época, a Kombi era o carro mais antigo em produção no Brasil, um ícone consolidado.

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No entanto, o modelo coreano chegou com um preço significativamente mais alto: custando 90% a mais que a sua concorrente alemã. A Besta partia de US$ 17 mil na versão furgão e chegava a US$ 25 mil nos pacotes mais equipados.

Apesar do custo elevado, a van trouxe inovações que a diferenciaram, oferecendo uma proposta distinta para os consumidores brasileiros.

Capacidade e conforto para passageiros

Layout interno otimizado

Um dos grandes trunfos da Besta era sua capacidade de transporte. 12 pessoas se acomodam bem na cabine da Besta, graças a uma disposição de assentos organizada como 3+3+3+3.

Havia um assento central na primeira fileira, entre motorista e passageiro, uma configuração incomum na época.

Versão para transporte escolar

Para os perueiros, havia uma versão da Besta com capacidade para levar 15 crianças, atendendo a uma demanda específica do transporte escolar.

Curiosamente, a capacidade da Besta era a mesma da Kombi, mas com um layout interno mais otimizado.

Inovações no design e motorização

Design com motor central

A Besta tinha uma sacada para proporcionar mais dignidade aos seus ocupantes: o posicionamento do motor. Sua montagem central, com acesso abaixo do assento do passageiro dianteiro, ajudou a desobstruir os seus balanços, ampliando o espaço interno.

Esse design permitia um ambiente mais confortável e prático.

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Evolução da motorização

A Besta chegou ao Brasil com motor 2.2 a diesel de 72 cv e 15,4 kgfm, oferecendo robustez para o uso intensivo.

Anos depois, a primeira geração da Besta foi atualizada e recebeu o motor 2.7, também a diesel, de 80 cv, garantindo melhor desempenho.

Legado no transporte escolar

Até hoje, a Kia Besta permanece como uma referência no segmento de peruas escolares no Brasil. Sua durabilidade, capacidade e design funcional a tornaram uma escolha popular para esse fim.

O modelo ajudou a estabelecer a Kia no mercado nacional, mostrando que era possível competir em um nicho tradicionalmente dominado por marcas consolidadas.

Apesar de não estar mais em produção, sua presença nas ruas e na memória dos brasileiros é um testemunho de seu impacto. Assim, a Besta segue como um marco na história do transporte utilitário no país.

Fonte

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