O piloto Milton Becker, conhecido nacionalmente como Chumbinho, morreu após um grave acidente na SC-305 em Campo Erê, no Oeste de Santa Catarina, na tarde de sábado (31). Considerado uma das maiores referências do motocross brasileiro, ele não resistiu após cair na cabeceira de uma ponte em um trecho da obra de revitalização da rodovia.
Segundo informações apuradas no local, Chumbinho pilotava uma motocicleta Yamaha Tracker quando, por motivos ainda não esclarecidos, perdeu o controle e caiu em uma área onde o concreto da pista termina e a continuidade da obra ainda não está concluída. O local possui buracos, pedra brita e sinalização limitada, com velocidade máxima de 40 km/h. O impacto foi violento e o piloto morreu antes da chegada do socorro.
Natural do interior de Itapiranga, cidade próxima a Iporã do Oeste, Chumbinho construiu uma carreira que se confunde com a própria história do motocross em Santa Catarina e no Brasil. Filho da roça e apaixonado por motos desde jovem, tornou-se multicampeão, acumulando mais de 27 títulos nacionais em campeonatos de motocross e supercross. Seu nome atravessou décadas e inspirou gerações de pilotos que cresceram vendo seu estilo, dedicação e simplicidade dentro e fora das pistas.
A trajetória do atleta também está registrada no Museu Comunitário de Itapiranga, onde parte de sua história e de seus equipamentos está preservada. Mesmo após abandonar as competições profissionais, Chumbinho seguia presente no meio esportivo, participando de eventos, oferecendo apoio moral a novos talentos e mantendo vivas as raízes do motociclismo regional.
A morte do piloto provoca forte comoção no esporte e na comunidade catarinense. Para muitos, Chumbinho não era apenas um campeão: era um símbolo de humildade, resistência e paixão pelo motocross. Sua história seguirá inspirando atletas e admiradores em todo o país, deixando um legado que vai muito além das pistas.
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