O furto de Nutella chamou a atenção da população e gerou debate após um desfecho pouco comum no último fim de semana. A ocorrência foi registrada em um supermercado do bairro Rocio, em União da Vitória, onde uma mulher de 30 anos foi flagrada furtando produtos de alto valor. Mesmo presa em flagrante, ela acabou deixando a 4ª Subdivisão Policial com os doces em mãos — todos pagos pela delegada de plantão.
Segundo o estabelecimento, as câmeras internas registraram o momento em que a mulher colocou na bolsa dois potes de creme de avelã da marca Tuna e um pote de Nutella. As imagens também revelaram que, dias antes, a mesma pessoa já havia subtraído uma peça de picanha avaliada em R$ 80. Diante da reincidência e do prejuízo ao comerciante, a equipe da Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão.
A mulher foi encaminhada à 4ª SDP, onde passou pelo procedimento padrão de verificação e apresentação à autoridade policial. No entanto, ao analisar a situação, a delegada plantonista decidiu pelo relaxamento do flagrante. O que causou surpresa foi a forma escolhida para reparar o dano ao estabelecimento: segundo relato dos envolvidos, a delegada realizou um PIX para cobrir o valor dos produtos furtados.
Com isso, os itens acabaram sendo entregues à própria autora, que deixou a delegacia carregando os potes de creme de avelã. Como o policial da recepção não podia se ausentar do posto, uma funcionária do mercado foi até lá para levar os produtos.
O episódio agora repercute na esfera jurídica e social, levantando discussões sobre a fronteira entre assistência social, responsabilidade penal e o impacto da decisão na atuação das equipes de segurança. Para comerciantes e policiais, o caso abre debate sobre como equilibrar empatia, legalidade e proteção ao patrimônio.
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