Não sei precisar a primeira vez que encontrei aquele olhar. Talvez tenha levado semanas até integrar na paisagem aquele par azul de um celeste primordial. Como se todo o céu viesse morar naquele pedacinho junto às pupilas. Tão tímido aquele par. Apesar da beleza singular, o que mais saltava ao meu olhar era a doçura que os revestia. Nunca direi a ele o quanto sua face dócil me fazia mergulhar num azul tão profundo que só pode clamar pelos céus, pelos anjos que venham acompanhar. Tímida também me descobri na vergonha em perguntar qual é o mar que lhe faz serenar. A vida tem arroubos de maremotos, de tempestades que fustigam e é ao remanso da calmaria que ela vem remontar.
Tantas vezes mergulhei nele, pois meus olhos são pássaros que voam e pedem pouso no acalento para aportar. Uma parte de mim se alegra pela partida, pela arremetida da vida, outra quer com ele continuar. Se possível fosse, o levaria como meu pouso para ter onde aportar.
Autoria: Renata Regis Florisbelo
Assista o vídeo: https://youtu.be/pwzTE0MOSpo
Leia também:
Sair para comprar cigarro, por Renata Regis Florisbelo
No empate em 1 a 1 entre Operário e São Joseense, destaque para os gols…
O líder disparado no ranking de sortudos do programa da Secretaria de Fazenda é de…
O acidente causou transtornos no tráfego e mobilizou as autoridades para a apuração das causas.
Segundo a família, o homem desaparecido necessita de medicação controlada e cuidados especiais.
Até o momento, não há previsão de alta, e a agenda do Papa permanece suspensa.
Tanto quem está em busca de descanso quanto quem não deixa de lado um tradicional…
Esse site utiliza cookies.
Política de Privacidade