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Hoje, esse é o cenário.
A direita se dividiu em três candidaturas.

Flávio Bolsonaro é o mais competitivo, porque herdou boa parte dos votos do pai, mas… estagnou. E isso é o principal sinal de alerta.
Zema aparece como uma alternativa mais moderada, bem avaliado em Minas, um estado-chave. Quem ganha Minas, normalmente ganha o Brasil.
Caiado vem forte no Centro-Oeste, com respaldo de um dos partidos mais influentes do país, o PSD. Também bem avaliado.
Mas aqui está o ponto central: enquanto a direita se divide, Lula chega a 46, %. Flávio tem 39,7%.
Renan Santos, Zema, Caiado e outros somam cerca de 10%. Sozinhos, não vão a lugar nenhum. Mas juntos, estão arriscando exatamente o que falta pra levar a eleição pro segundo turno.
Esse é o jogo hoje.
Lula cresce com a divisão.
E a direita… trava.
Não existe eleição ganha, a campanha nem começou. Neste contexto, discutir quem pode enfrentar Lula no segundo turno é chover no molhado. Não existe segundo, se a direita entregar o jogo já no primeiro turno, pela fragmentação das candidaturas de direita.
Lula tem sérios problemas de aprovação, um eleitor desconfiado, mas não se pode esquecer que tem experiencia política, a máquina pública nas mãos e adversários inexperientes ao menos na disputa nacional. E, principalmente, tem um campo de eleitores ideológico só dele.

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