ROCK IN THE RADIO: MADE IN PG

ROCK IN THE RADIO: MADE IN PG

Os modismos são passageiros e efêmeros, mas o Rock”n’Roll é resistência de verdade.

John Elvis Ramalho 18.06.2022 10h51

Em algumas das grandes cidades, principalmente nas capitais, ainda permanece a cultura de se dar a opção de uma RÁDIO ROCK ao público, ressalto que não são todas, mas posso destacar algumas, como por exemplo, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e até Brasília, note que todas são capitais em seus respectivos Estados.

No interior do Brasil vem se destacando recentemente a cidade de Ribeirão Preto, que entrou inclusive no circuito de grandes shows, como o do IRON MAIDEN, por exemplo, e também vale um voto de louvor ao Estado de Santa Catarina, que ainda realiza eventos de menor porte e de caráter mais underground e alternativo, e isso é muito legal. Mas, voltando ao assunto do título da coluna, eu faço uma (ou mais) pergunta e deixo aberto estas questões para reflexão.

Dá para tocar Rock na rádio aberta? Tem público suficiente para tal? A questão comercial é relevante? O mercado absorve ainda este público? Para todas estas perguntas a resposta é positiva. E sim, este público alternativo apesar de "esquecido” pelo mercado, absorve o mercado inteiro, e na minha opinião merece muito mais respeito pela sua importância. Inclusive li algo sobre isso recentemente, que resumindo dizia algo mais ou menos assim: 

Os modismos são passageiros e efêmeros, mas o Rock”n’Roll é resistência de verdade. 

Durante quase uma década, entre o fim do século XX e início dos anos 2000, tivemos guerreiros em nossa cidade que tentaram ousar, buscaram parcerias com bandas locais, entrevistavam grandes nomes da música, fizeram humor, faziam programas que alguns vão lembrar, como por exemplo o “Mistura Fina”, “Classicos do Rock”, “Rock News” dentre outros, eram a RADIO ROCK, da cidade de Ponta Grossa, o time era composto por nomes como Márcio Guedes, Rodrigo Rosa, Marcos Silva, DJ Cowboy e Dj Buco, e aqui fica registrado a minha homenagem a estes profissionais, que durante anos buscaram representar a cena do ROCK em nossa cidade. 

Com todas as limitações e adversidades possíveis, honravam seu público ouvinte, nos presenteando muitas vezes com muita sonzeira, e nos dando uma alternativa de ouvir ROCK in the radio... Por uma série de motivos estruturais e financeiros, a velha RADIO ROCK foi vencida, mas a história jamais poderá ser apagada, afinal estão na memória e nas lembranças de muita gente que fizeram parte de tudo isto.

Atualmente não temos e dificilmente teremos uma emissora que toque apenas o bom e velho Rock’n’Roll, mas posso me orgulhar em dizer que nos dias de hoje ainda temos um programa voltado para este público, ressaltando que todos são bem vindos, sejam rockeiros ou não, ele se chama CLUBE ROCK LIGHT e tem a apresentação deste colunista, é transmitido ao vivo pelas ondas da RÁDIO CLUBE FM 94.1, a emissora mais antiga do nosso Estado, com 82 anos de história e tradição, todo sábado a partir das 21horas e não tem horário certo para acabar, (dura entre 3 e 6 horas!!!! Acredita?)  porque ele só acaba depois que o último pedido, a última música, do último ouvinte, for atendido, e destaco que são centenas de participações. 

Muito Obrigado DEUS por me permitir que eu faça parte desta história, só tenho GRATIDÃO e agradeço também a todos os apoiadores e ouvintes do único programa de rádio que toca rock, hard, metal e blues em nossa cidade, na humildade estaremos dando continuidade a este trabalho e esperamos que estejamos à altura de tão honrosa missão. PORTANTO LONG LIVE ROCK’N’ROLL, bom final de semana a todos!!!!!

 

John Elvis Ribas Ramalho

BACHAREL EM DIREITO, LOCUTOR DA RÁDIO CLUBE PONTAGROSSENSE 94.1 FM; E COLUNISTA DESTE PORTAL, O QUE MAIS CRESCE NO PARANÁ. ACESSE www.bntonline.com.br

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