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A população de Ponta Grossa enfrenta um problema preocupante: mesmo sem abastecimento de água, os hidrômetros continuam girando e as contas não param de subir. Esse foi o tema central da entrevista concedida pelo vereador Ricardo Zampieri ao Portal BnT Online na manhã desta quinta-feira (27). A situação, que já se arrasta há semanas, levanta questionamentos sobre a transparência da Sanepar na cobrança dos serviços de fornecimento de água.
Durante a entrevista, Zampieri destacou que a Lei Municipal 13.889/2020, de sua autoria, já prevê soluções para impedir que o consumidor pague por ar no sistema de abastecimento. “O cidadão pode instalar o eliminador de ar em seu hidrômetro sem medo de punição. Essa lei foi criada para proteger a população, mas a Sanepar simplesmente ignora sua existência”, denunciou o vereador.
Zampieri revelou que, em anos anteriores, a própria Sanepar utilizava equipamentos para evitar a passagem de ar pelos hidrômetros, mas esses dispositivos foram removidos ao longo do tempo, sem explicação plausível. “Temos informações de que até 30% da conta de água pode ser, na verdade, ar que passa pelos canos. Com a falta de água em algumas regiões, essa porcentagem aumenta ainda mais”, destacou.
O vereador também mencionou que a instalação de um eliminador de ar custa cerca de R$ 40 e pode reduzir significativamente o valor da fatura. No entanto, a Sanepar segue alegando que o dispositivo poderia prejudicar a pressão da água, argumento que Zampieri contesta. “Quem instalou já viu a diferença e sabe que essa justificativa não se sustenta”, reforçou.
Diante do descaso da concessionária, o vereador anunciou que está ingressando com uma denúncia no Ministério Público para cobrar providências sobre o cumprimento da lei. “Se a Sanepar não cumpre a legislação municipal, vamos recorrer à Justiça. O cidadão não pode continuar sendo prejudicado”, afirmou.
Outro ponto levantado por Zampieri é o crescimento da demanda por água em Ponta Grossa, sem um aumento proporcional na capacidade de fornecimento. Segundo o vereador, o número de ligações de água cresceu 70% nos últimos 20 anos, enquanto a produção da Sanepar aumentou apenas 50%. “A conta não fecha. A Sanepar sabe do problema, mas continua sem oferecer soluções adequadas”, criticou.
A entrevista repercutiu amplamente nas redes sociais do Portal BnT Online, com diversos moradores relatando experiências semelhantes. Comentários e mensagens recebidas indicam que muitas famílias têm sofrido com contas abusivas, mesmo em períodos de interrupção no abastecimento.
Com a mobilização crescente e a entrada da questão no Ministério Público, a esperança é que a Sanepar seja pressionada a cumprir a legislação e oferecer um serviço mais justo para a população de Ponta Grossa. Enquanto isso, consumidores seguem na luta para que suas contas de água reflitam apenas o que realmente consomem: água, e não ar.
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Assista ao vídeo sobre a denúncia de Zampieri 👇
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