Concreto sustentável não estrutural usa rejeito de cinzas na composição
Iniciativa é resultado de parceria entre Cargill, Hipermix e UEPG e usa resíduo de cinzas em novo produto.
Investir em alternativas mais sustentáveis é um dos grandes desafios da indústria da construção civil. O desenvolvimento de insumos que sejam social e ambientalmente mais eficientes, menos poluentes e mais econômicos já é parte das pesquisas de institutos e universidades, em busca de novas alternativas e produtos.
E foi para atender essa demanda que uma parceria realizada entre Hipermix, Cargill e UEPG resultou no primeiro traço de concreto sustentável em Ponta Grossa. O material, que utiliza rejeitos de cinzas da queima de eucalipto gerados pela Cargill foi desenvolvido após dois anos de estudos e pesquisas, realizadas pelo curso de mestrado em Engenharia Civil da UEPG. Após dezenas de testes e aplicação feita pela Concreteira Hipermix, chegou-se a configuração de um concreto não estrutural, cerca de 10% mais barato.
Leia também: Feira do Peixe segue aberta até sexta-feira (29) em Ponta Grossa
A proposta do novo produto é servir para calçadas, meio fio e disponível para ser utilizado em praças, escolas e unidades básicas de saúde. Para isso, representantes da Cargill e da Hipermix estiveram na Prefeitura para apresentar o novo produto.
Durante o encontro, a sócia administradora da Hipermix, Janaína Ribas, destacou que esta é uma iniciativa exclusiva no munícipio. “Ao todo, são 10 empresas trabalhando neste segmento e apenas a Hipermix dispõe de um produto com estas características em seu portfólio”, explica. Segundo ela, a proposta da empresa desde o início, quando foi convidada a fazer parte do projeto, foi desenvolver um produto com viés sustentável. “É uma forma de mitigar os impactos de CO2 gerados pela produção de cimento principal item na produção de concreto e, além disso, oferecer ao mercado um produto mais barato”, explica.
Para o secretário municipal de Planejamento, Luiz Honesko, este tipo de iniciativa é muito importante para a cidade por englobar práticas ESG. “Vamos estruturar alguma forma de testar esse produto, inclusive até através de um projeto SandBox, que envolve a agência de Inovação e Desenvolvimento”, pontuou.
Já para o secretário de Meio Ambiente, Sandro Bandeira, o projeto é uma “virada de jogo”. Segundo ele, a iniciativa, que já existe em outras cidades, traz um conceito de modernidade para Ponta Grossa e demostra a preocupação de empresas e iniciativa privada com a qualidade de vida, meio ambiente e com a economia.
Os dois principais atrativos naturais dos Campos Gerais se unem em prol da paz no…
A juíza Adriana Paiva cassou atos do PP e declarou inelegíveis seis candidatos por fraude…
Outros estados brasileiros e países estrangeiros prestigiaram a Expo Turismo Paraná na capital do estado
Dois caminhões colidiram na Souza Naves, em Ponta Grossa. Apesar do impacto, ninguém se feriu.…
Avião encontrado em mata de Ponta Grossa fez pouso forçado. Aeronave capotou ao aterrissar em…
Motociclista colide com carro na Souza Naves, sofre ferimentos leves e é levado para a…
Esse site utiliza cookies.
Política de Privacidade