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Paraná

Irati pode receber tecnologia para reduzir queda de cabelo na quimioterapia

A iniciativa reforça a discussão sobre a importância de considerar não apenas o tratamento clínico do câncer, mas também a qualidade de vida e o bem-estar emocional das pessoas durante a quimioterapia

Irati pode receber tecnologia para reduzir queda de cabelo na quimioterapia
Ilustração
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A crioterapia capilar em Irati poderá se tornar uma nova alternativa de cuidado para pacientes que enfrentam o tratamento contra o câncer. O município está entre os quatro contemplados em uma iniciativa de aquisição e doação de equipamentos destinados a reduzir a queda de cabelo provocada por determinados tratamentos quimioterápicos. A informação consta em documento publicado no Diário Oficial do Paraná na quinta-feira (5).

O projeto foi apresentado pela Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (SEMIPI), durante reunião do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Paraná (CEDM/PR).

Segundo a publicação, a iniciativa envolve uma parceria com a Volkswagen, por meio do programa Paraná Competitivo, para aquisição e doação de quatro kits de crioterapia capilar destinados a hospitais de Irati, Paranaguá, Pato Branco e Guarapuava.

A proposta busca ampliar a humanização do tratamento oncológico, especialmente para mulheres que enfrentam os efeitos físicos e emocionais da quimioterapia.

Como funciona a crioterapia capilar?

A crioterapia capilar é uma técnica que utiliza o resfriamento do couro cabeludo durante determinadas sessões de quimioterapia.

O procedimento busca diminuir a exposição dos folículos capilares aos medicamentos utilizados no tratamento, reduzindo, em alguns casos, a intensidade da queda de cabelo.

A tecnologia não garante a preservação completa dos fios e seus resultados dependem de fatores como o tipo de medicamento, o protocolo de tratamento e as características de cada paciente.

A indicação deve ser avaliada pela equipe médica responsável, já que o procedimento não é adequado para todos os tipos de câncer ou tratamentos quimioterápicos.

Embora a queda de cabelo não seja o principal risco clínico enfrentado durante o tratamento oncológico, ela pode representar um impacto significativo na autoestima, na identidade pessoal e no bem-estar emocional dos pacientes.

Parceria prevê equipamentos para quatro cidades do Paraná

De acordo com a ata do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, a parceria foi articulada com a Volkswagen por meio do programa Paraná Competitivo.

A proposta contempla a aquisição e doação de quatro kits de crioterapia para hospitais localizados em Irati, Paranaguá, Pato Branco e Guarapuava.

O documento informa que a iniciativa estava em fase final de formalização, com previsão de doação até o início de novembro de 2026.

Também está prevista a inclusão de recursos para manutenção dos equipamentos, medida importante para garantir a continuidade de sua utilização nas unidades beneficiadas.

Apesar da previsão apresentada, a publicação não confirma a efetiva entrega dos aparelhos, nem identifica o hospital de Irati que deverá receber a tecnologia.

Experiência pessoal motivou iniciativa

Durante a reunião do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, a presidente do colegiado, Mariana de Sousa Machado Neris, compartilhou sua experiência pessoal com o câncer de mama, diagnosticado em 2022.

Ela relatou que utilizou a crioterapia capilar durante a quimioterapia e que o procedimento contribuiu para a preservação de seus cabelos.

Segundo o registro oficial, a experiência motivou esforços para ampliar o acesso à tecnologia na rede pública de saúde.

A presidente também destacou que a perda dos cabelos pode provocar impactos emocionais e sociais importantes durante o tratamento oncológico.

A proposta, conforme apresentada ao conselho, busca oferecer uma assistência mais humanizada, digna e integral às pacientes.

Projeto poderá ser ampliado para outros hospitais

O planejamento apresentado prevê que os resultados da iniciativa sejam acompanhados para avaliar uma possível expansão a outras unidades hospitalares do Paraná.

A publicação também menciona que a tecnologia ainda não havia sido incorporada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), contexto que levou à articulação da parceria para aquisição dos equipamentos.

Isso significa que a iniciativa anunciada não representa, por si só, a disponibilização universal da crioterapia capilar pelo SUS.

A eventual ampliação dependerá de novas decisões, avaliações e condições de implementação.

O que falta confirmar sobre a chegada dos equipamentos a Irati?

A inclusão de Irati no projeto representa uma perspectiva de ampliação dos cuidados oferecidos a pacientes oncológicos na região.

Entretanto, ainda precisam ser esclarecidos pontos importantes, como a identificação do hospital beneficiado, a data efetiva de entrega dos equipamentos e a previsão de início dos atendimentos.

Também não foram divulgados no documento o investimento individual por unidade, a capacidade de atendimento ou os critérios de acesso das pacientes.

Essas informações serão fundamentais para esclarecer como a tecnologia poderá beneficiar mulheres de Irati e de outros municípios da região.

A iniciativa reforça a discussão sobre a importância de considerar não apenas o tratamento clínico do câncer, mas também a qualidade de vida e o bem-estar emocional das pessoas durante a quimioterapia.

Fonte: Diário Oficial do Estado do Paraná, edição nº 12.263, de 5 de novembro de 2026, página 118, ata do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Paraná.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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