ACIPG critica prorrogação da votação e cobra explicações do Judiciário
ACIPG contesta decisão de Zanin nas eleições de 2026, questiona a prorrogação da votação e cobra transparência e segurança jurídica.

A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) contestou a condução do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e manifestou preocupação com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação no domingo (25). Em nota, a entidade questionou a segurança jurídica do processo eleitoral e cobrou esclarecimentos das autoridades responsáveis.
A manifestação ocorre após Zanin determinar inicialmente a ampliação da votação até as 19h em todo o território nacional, diante de denúncias de dificuldades no transporte público que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores.
A decisão, tomada próximo ao horário habitual de encerramento, às 17h, provocou dúvidas operacionais, já que diversas seções eleitorais haviam finalizado seus trabalhos. Posteriormente, o ministro esclareceu que a prorrogação seria aplicada somente aos locais onde as urnas permaneciam abertas.
ACIPG questiona diferenças no horário de votação
Um dos principais pontos levantados pela associação é a diferença nas condições de votação entre eleitores de diferentes regiões do país.
Segundo a entidade, enquanto algumas seções permaneceram abertas até as 19h, outras encerraram as atividades às 17h, o que gerou questionamentos sobre a uniformidade do processo eleitoral.
A situação foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que informou que aproximadamente 80% das seções eleitorais paulistas já haviam encerrado a votação às 17h18, quando as orientações sobre a prorrogação foram transmitidas aos juízes eleitorais.
Para a ACIPG, a falta de coordenação na implementação da medida contribuiu para ampliar as controvérsias em um momento que deveria representar o encerramento da disputa eleitoral.
Associação levanta questionamentos sobre atuação de Zanin
A nota também aborda a atuação anterior de Cristiano Zanin como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ACIPG considera que esse histórico exige especial cuidado com a preservação da imagem de imparcialidade do Judiciário, embora reconheça que a existência de impedimento ou suspeição depende das hipóteses previstas na legislação.
A entidade também questiona a proporcionalidade de uma decisão com alcance nacional tomada nos minutos finais da votação, diante das dificuldades operacionais para sua implementação.
As manifestações representam a avaliação institucional da associação e não constituem, por si só, comprovação de irregularidade eleitoral ou de parcialidade do magistrado.
Entidade alerta para impactos na economia e nos investimentos
Além das questões eleitorais, a ACIPG demonstrou preocupação com as consequências econômicas de um cenário prolongado de insegurança institucional.
De acordo com a associação, a previsibilidade das decisões públicas é fundamental para investimentos, contratações, acesso ao crédito e geração de empregos.
A entidade avalia que novas disputas judiciais relacionadas às eleições podem comprometer a confiança necessária ao planejamento das empresas e das famílias.
A nota também menciona a intenção anunciada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) de questionar judicialmente o resultado do pleito. Eventuais pedidos de anulação, entretanto, dependem de análise e decisão das autoridades judiciais competentes.
ACIPG cobra transparência e segurança jurídica
Ao encerrar a manifestação, a Associação Comercial de Ponta Grossa defende uma apuração transparente dos acontecimentos, especialmente sobre as decisões tomadas, as dificuldades de comunicação entre os órgãos eleitorais e as diferenças observadas no encerramento da votação.
A entidade reforça que a credibilidade das instituições é essencial para a estabilidade democrática e o desenvolvimento econômico do Brasil.
A ACIPG também afirma que continuará trabalhando em defesa de seus associados e pela melhoria do ambiente de negócios, destacando que a segurança jurídica e institucional é um dos fatores necessários para o crescimento econômico.
A manifestação amplia o debate sobre os acontecimentos do segundo turno e coloca o setor empresarial de Ponta Grossa entre as vozes que cobram esclarecimentos sobre a condução do processo eleitoral.
























