QUARTA-FEIRA · 05 AGO 2026Ponta Grossa 17°C 🌤️
Publicidade
Últimas

Agroleite 2026 debate futuro da suinocultura e ovinocultura em Castro

Suinocultura e ovinocultura no Agroleite 2026 foram debatidas em painéis sobre manejo, genética, sanidade e oportunidades de mercado.

Agroleite 2026
Divulgação
Publicidade

A suinocultura e ovinocultura no Agroleite 2026 foram destaque nesta quarta-feira (5), em Castro, nos Campos Gerais, com painéis que reuniram especialistas e produtores para discutir manejo, genética, sanidade, produtividade e oportunidades de mercado. As atividades foram realizadas na Arena Conexão, dentro da programação técnica do evento promovido pela Cooperativa Castrolanda.

O Fórum da Suinocultura reuniu mais de 350 participantes e apresentou discussões sobre práticas de manejo, avanços genéticos e tendências que devem influenciar o futuro da atividade. A programação foi aberta pela médica-veterinária Djane Dallanora, com a palestra “A fase de terminação suína sem atalhos: pontos não negociáveis da alta performance”.

Alimentação representa até 75% dos custos

Durante a apresentação, Djane explicou que a fase de terminação concentra um dos maiores impactos financeiros da produção de suínos. Aproximadamente 70% a 75% dos custos do sistema estão relacionados à alimentação dos animais.

Apesar de ser considerada uma etapa menos complexa em comparação com outras fases da produção, a terminação exige atenção à ambiência, sanidade, alimentação e disponibilidade de água. “Questões como ambiência, sanidade, manejo alimentar e fornecimento de água estão diretamente ligadas ao desempenho dos animais. Trabalhar a eficiência nessa fase é uma decisão estratégica para garantir a sustentabilidade econômica da produção”, afirmou.

A especialista também ressaltou que o desempenho durante a terminação depende de todo o histórico produtivo do animal. Falhas nas etapas iniciais podem provocar piora na conversão alimentar, redução do ganho de peso e aumento das condenações de carcaças durante o abate, principalmente por problemas sanitários.

O fórum também recebeu André Ribeiro Corrêa da Costa, diretor da Topigs Norsvin para América Central, Caribe e América do Sul. Na palestra “Tendências futuras na suinocultura”, ele apresentou inovações no melhoramento genético e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade nas granjas.

Segundo André, o produtor está mais profissional e interessado em incorporar novas ferramentas ao sistema produtivo. Entre os desafios debatidos estiveram a redução da disponibilidade de mão de obra, a diminuição do uso de antibióticos, o aumento da escala de produção e a necessidade de melhorar os índices produtivos.

“O grande desafio não é apenas ter acesso à melhor genética, mas conseguir extrair todo o potencial desses animais por meio de um trabalho integrado entre cooperativa, produtor, empresas de genética, nutrição e sanidade”, destacou.

Ovinocultura surge como alternativa de renda

A programação sobre suinocultura e ovinocultura no Agroleite 2026 também contou com o Painel da Ovinocultura, que reuniu mais de 100 participantes. O encontro abordou o potencial de crescimento da atividade e as oportunidades disponíveis para produtores rurais.

A médica-veterinária Maria Cristine Rizzon Cintra apresentou a palestra “Boas Práticas na Ovinocultura e seus Impactos na Qualidade da Carne”. Ela destacou que o manejo adequado pode melhorar a eficiência da produção e elevar a qualidade da carne oferecida ao consumidor.

Entre os principais desafios da atividade estão o planejamento sanitário dos rebanhos e o controle da verminose.

“Quando o produtor compreende a importância das boas práticas e consegue aplicá-las no dia a dia, ele melhora a eficiência do sistema de produção e entrega um produto de maior qualidade ao mercado”, explicou.

O zootecnista Luciano Piovesan Leme encerrou o painel com a palestra “Mercado da carne ovina no Brasil e oportunidades de crescimento aos ovinocultores”.

Luciano destacou que o Brasil ainda importa carne ovina de países como Uruguai, Argentina, Chile e Austrália. O cenário demonstra que existe espaço para ampliar a produção nacional de cordeiros e atender uma demanda que permanece acima da oferta interna.

“A ovinocultura se encaixa muito bem nas propriedades rurais como mais uma alternativa de renda. Existe um mercado em crescimento e faltam cordeiros para atender essa demanda”, afirmou.

O especialista também apontou a assistência técnica e a organização dos produtores por meio do cooperativismo como fatores importantes para o desenvolvimento da atividade. A presença de mais de 100 participantes durante o painel demonstrou o interesse crescente pela ovinocultura como opção de diversificação e incremento de renda nas propriedades rurais.

Agroleite segue até sexta-feira

O Agroleite 2026 acontece entre os dias 3 e 7 de agosto, no Parque Tecnológico Agroleite e no Parque Dario Macedo, em Castro, município reconhecido como Capital Nacional do Leite.

Promovido pela Cooperativa Castrolanda, o evento é aberto ao público e tem entrada gratuita. A programação completa está disponível no site oficial do Agroleite, no aplicativo Meu Agroleite e nas redes sociais do evento.

Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Jornalista formado pela UEPG, atuo como repórter no BnT Esporte Clube e no jornalismo diário do BnT. Comprometido com uma cobertura responsável, dinâmica e pautada pela qualidade da informação.
Ver todas as matérias →
Publicidade
Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →
Faz parte da rede