Uma nova porta de entrada para a Amazônia
Três amigos uniram forças para criar o Pouso das Castanheiras, a mais recente opção de hospedagem para quem deseja descobrir ou redescobrir a Amazônia brasileira. Localizada à entrada do Parque Nacional de Anavilhanas, a propriedade promete uma experiência imersiva na floresta.
A iniciativa marca a primeira investida em hospitalidade dos sócios Roberto Vietri, Thiago Cavalli e Thiago Fontoura.
Como chegar ao Pouso das Castanheiras
O acesso ao local é feito por terra e água. A partir do aeroporto de Manaus, são pouco mais de duas horas de carro até o ponto de embarque.
Em seguida, um trajeto de 15 minutos de barco a partir do porto do Novo Airão leva os visitantes até o destino final. Essa combinação de percursos já antecipa a transição para o ritmo da floresta.
O projeto que nasceu de um sonho em comum
A residência foi erguida em uma propriedade de 26 hectares, repleta de castanheiras e banhada pelo Igarapé da Freguesia, braço do rio Negro. Os proprietários tinham uma visão clara para o espaço.
Eles queriam uma construção com um grande varandão e cozinha integrada, onde todos pudessem ficar juntos em meio à natureza. Além disso, pediram quartos ao fundo, garantindo privacidade e conforto para os hóspedes.
A escolha do arquiteto
Para materializar esse desejo, contrataram o arquiteto e urbanista Dimitri Buriti. O profissional foi responsável por todo o projeto, que teve início com um pedido específico dos amigos.
A casa e seu mobiliário exclusivo foram concebidos a partir de uma leitura de Dimitri sobre o contexto amazônico, com atenção à cultura ribeirinha e à vocação náutica da região.
Arquitetura que dialoga com a floresta
Dimitri Buriti utilizou espécies nativas em um processo de construção quase ritualístico, que respeitou os ciclos naturais da região, inclusive o regime de cheias do Rio Negro.
A casa foi construída praticamente no centro do terreno, elevada sobre palafitas e toda aberta, uma escolha que integra a estrutura ao ambiente. O telhado da residência é de duas águas, complementando o desenho harmonioso.
Materiais e sustentabilidade
Os materiais refletem a riqueza da floresta. O Pouso das Castanheiras tem:
- Esteios de itaúba
- Deques e armários de cumarú
- Móveis de louro e roxinho
- Paredes de angelim
Cada elemento foi selecionado para durar e envelhecer com graça, seguindo o ritmo da natureza ao redor. A construção priorizou a ventilação natural e a iluminação indireta.
Espaços pensados para a convivência e o descanso
A residência conta com um grande living com área de refeições e redes nas laterais, criando um ambiente convidativo para socialização. Em contraste, há janelas e portas baias apenas nos quartos e banheiros, assegurando a privacidade solicitada pelos idealizadores.
A distribuição dos cômodos permite que os hóspedes alternem entre momentos coletivos e individuais com facilidade.
Experiência sensorial na floresta
A experiência sensorial é parte fundamental da estadia. O hóspede desperta com o farfalhar das árvores movidas suavemente pelo vento e o canto intenso dos pássaros.
À noite, adormece com a ondulação das folhas, o gotejar da chuva e a sinfonia ritmada dos insetos noturnos no coração da floresta amazônica. Esses detalhes transformam a hospedagem em uma imersão completa.
Uma aposta na hospitalidade sustentável
O Pouso das Castanheiras representa mais do que um negócio; é uma aposta na conexão entre pessoas e natureza. A escolha do local, próximo a uma unidade de conservação federal, reforça o compromisso com a preservação ambiental.
A arquitetura, que evita impactos severos no terreno, serve como exemplo de como é possível construir de forma consciente na Amazônia.
Tendência do turismo responsável
A iniciativa dos três amigos demonstra um crescente interesse por experiências turísticas autênticas e responsáveis. Ao priorizar materiais locais e respeitar os ciclos naturais, o projeto se alinha a uma tendência global de valorização do patrimônio natural e cultural.
A hospedagem se apresenta como uma alternativa para quem busca desconectar da rotina urbana e reconectar com a floresta.


















