Anvisa aprova primeira caneta genérica de semaglutida no Brasil; veja o que muda
Anvisa aprova a primeira caneta genérica de semaglutida no Brasil para diabetes tipo 2. Veja como funciona e o que pode mudar no mercado.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira caneta genérica de semaglutida registrada no Brasil. O medicamento, desenvolvido pela farmacêutica EMS, será destinado ao tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença. A decisão amplia a quantidade de opções com semaglutida disponíveis no mercado brasileiro.
A novidade chama atenção porque a semaglutida é o mesmo princípio ativo presente em medicamentos que ganharam grande popularidade nos últimos anos, entre eles o Ozempic. A substância integra a classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e auxilia no controle da glicemia, além de atuar sobre mecanismos relacionados à saciedade.
Apesar da popularização dessas substâncias como “canetas emagrecedoras”, o novo genérico teve registro divulgado para o tratamento do diabetes tipo 2. Portanto, a aprovação não significa liberação automática do medicamento para qualquer finalidade ou uso sem acompanhamento profissional.
Genérico será produzido pela EMS
Por se tratar de um medicamento genérico, a caneta não terá nome comercial e deverá ser identificada pelo princípio ativo, a semaglutida.
A regulamentação brasileira estabelece que medicamentos genéricos precisam apresentar equivalência de eficácia e segurança em relação ao medicamento de referência. A Anvisa também informa que os genéricos devem chegar ao mercado com preço inferior ao produto de referência, o que pode estimular a concorrência e ampliar o acesso dos pacientes ao tratamento.
Ainda não há, entretanto, confirmação oficial sobre quando a nova caneta estará disponível nas farmácias nem qual será o preço praticado ao consumidor. O medicamento será oferecido como solução injetável de semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL, com diferentes apresentações de canetas e agulhas.
A aplicação é semanal e o produto precisa permanecer refrigerado, em temperaturas entre 2°C e 8°C. A comercialização dos medicamentos da classe GLP-1 exige prescrição médica com receita em duas vias.
Semaclique também recebe aprovação
Além do primeiro genérico, a Anvisa também aprovou um medicamento similar de semaglutida produzido pela Germed. O produto terá o nome comercial de Semaclique e também utiliza semaglutida sintética.
As novas aprovações fazem parte de uma expansão significativa da oferta de medicamentos à base da substância no país. No fim de julho, a Anvisa já havia registrado cinco novas canetas de semaglutida sintética para tratamento do diabetes. O Ministério da Saúde afirmou que a ampliação da oferta pode fortalecer a produção nacional, aumentar a concorrência e contribuir para uma eventual redução de preços.
Não é a mesma aprovação do Ozivy
É importante não confundir o novo genérico com o Ozivy, também desenvolvido pela EMS. O Ozivy teve seu registro anunciado pela Anvisa em 26 de maio de 2026 e foi apresentado como a primeira caneta de semaglutida sintética análoga a um produto biológico autorizada no Brasil.
Naquela ocasião, a própria Anvisa ressaltou que o Ozivy não era um medicamento genérico, mas um medicamento novo desenvolvido a partir de semaglutida sintética. Agora, com o registro efetivo de uma versão enquadrada na categoria de genérico, o mercado brasileiro entra em uma nova etapa de concorrência envolvendo medicamentos à base de semaglutida.
Mesmo com a ampliação das alternativas, o uso dessas canetas deve ser feito mediante prescrição e acompanhamento médico, respeitando a indicação aprovada para cada medicamento.
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