APAE de Ponta Grossa quer ampliar atendimento e criar unidade 100% sensorial
APAE de Ponta Grossa apresenta projeto para ampliar atendimento, reduzir fila de espera de 120 crianças e transformar unidade em espaço 100% sensorial.
A APAE de Ponta Grossa apresentou um projeto para ampliar o atendimento e transformar a instituição em uma unidade 100% sensorial. A proposta foi apresentada na quarta-feira (23), durante a Tribuna Livre da Câmara Municipal, e busca adequar a estrutura às necessidades dos alunos. Atualmente, a entidade atende cerca de 411 pessoas e possui aproximadamente 120 crianças na fila de espera.
A apresentação foi realizada por representantes da Escola de Educação Básica Professora Maria de Lourdes Canziani, mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).
A auxiliar administrativa Kauany Bechinski e Gustavo Cabral Nunes, integrante da diretoria da instituição, apresentaram aos vereadores o trabalho desenvolvido pela entidade e os projetos previstos para melhorar a estrutura de atendimento.
Durante a participação na Câmara, os representantes destacaram que a instituição atua há 60 anos no município e enfrenta uma demanda crescente por seus serviços.
APAE de Ponta Grossa possui 120 crianças na fila de espera
Um dos principais pontos apresentados durante a Tribuna Livre foi a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento da instituição.
Atualmente, a APAE de Ponta Grossa atende cerca de 411 pessoas, enquanto aproximadamente 120 crianças aguardam uma oportunidade para ingressar nos serviços oferecidos pela entidade.
Segundo os representantes, a ampliação da estrutura é necessária para atender à demanda das famílias que procuram a instituição.
“Quando falamos na fila de espera, não estamos apenas falando de um número em uma planilha. Estamos falando de crianças, de famílias, de mães e pais que aguardam a oportunidade para que seus filhos tenham acesso ao atendimento que precisam”, afirmou Kauany.
A proposta apresentada aos vereadores prevê mudanças na organização dos espaços internos, permitindo que áreas atualmente utilizadas para atividades administrativas sejam destinadas novamente ao atendimento educacional.
Projeto prevê transformar APAE em unidade 100% sensorial
Outra iniciativa apresentada pela entidade é a transformação da APAE de Ponta Grossa em uma unidade 100% sensorial, com adaptações para atender às necessidades das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com os representantes, o perfil das pessoas atendidas pela instituição mudou ao longo dos anos.
Anteriormente, havia predominância de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais. Atualmente, a APAE registra um aumento na demanda de pessoas com autismo, o que exige adequações na estrutura física e na forma de atendimento.
A instituição trabalha com a proposta de se tornar a primeira unidade 100% sensorial do Brasil, conforme apresentado durante a Tribuna Livre.
Algumas mudanças já foram implementadas, incluindo alterações nos sons utilizados na entrada e durante os intervalos de lanche.
As cores das paredes também foram modificadas para tonalidades consideradas mais adequadas às necessidades sensoriais dos alunos.
“Esses detalhes fazem total diferença no dia a dia e nos mostram que estamos começando a adaptar a nossa instituição para uma realidade que mudou”, explicou Kauany.
Novo refeitório pode permitir ampliação das salas de aula
Entre os projetos apresentados pela APAE está a construção de um novo refeitório, considerado necessário para melhorar a organização das refeições e ampliar a utilização dos espaços internos.
Segundo a instituição, o refeitório atual acompanha praticamente os 60 anos de funcionamento da entidade e já não atende adequadamente à quantidade de pessoas que utilizam o local.
Por causa da limitação de espaço, os horários de lanche precisam ser divididos entre diferentes turmas.
Enquanto um grupo utiliza o refeitório, os demais aguardam a higienização do ambiente para que possam entrar.
A APAE informou que já possui uma estrutura de cozinha com condições de organização próximas às de uma cozinha industrial, mas precisa de um novo espaço destinado às refeições.
Com a construção do refeitório, a instituição pretende reorganizar a área administrativa, transferindo setores como direção, coordenação e secretaria para o pavimento superior.
A mudança permitiria recuperar aproximadamente dez salas de aula que atualmente são utilizadas para atividades administrativas.
Esses espaços poderiam voltar a receber turmas, contribuindo para a ampliação da capacidade de atendimento da APAE de Ponta Grossa.
APAE Saúde prevê acompanhamento nutricional
Outra iniciativa apresentada aos vereadores foi o projeto APAE Saúde, que prevê a ampliação do acompanhamento nutricional oferecido aos alunos e funcionários da instituição.
A proposta inclui a estruturação de espaços específicos para os atendimentos, entre eles uma sala destinada ao acompanhamento individual com nutricionista.
Segundo os representantes, o objetivo é proporcionar um atendimento individualizado, considerando as necessidades de cada pessoa atendida.
A iniciativa faz parte dos projetos de melhoria da estrutura e dos serviços oferecidos pela instituição.
Representantes convidam vereadores a conhecer a instituição
Ao final da apresentação, os representantes da APAE convidaram os vereadores de Ponta Grossa a visitar a entidade e conhecer pessoalmente os espaços utilizados pelos alunos e profissionais.
A intenção é apresentar as necessidades estruturais da instituição e os projetos elaborados para ampliar a capacidade de atendimento.“Queremos apresentar o projeto da APAE aos vereadores e, principalmente, convidá-los para conhecerem o nosso trabalho”, afirmou Kauany.
Os projetos apresentados incluem a construção do novo refeitório, a reorganização das salas de aula, as adaptações sensoriais e a ampliação do acompanhamento nutricional.
A instituição não informou, durante a apresentação relatada, um cronograma de execução das obras ou o investimento necessário para colocar todas as propostas em prática.
























