APLA participa de encontro sobre memória e história em Telêmaco Borba
APLA em Telêmaco Borba participa de encontro sobre memória, literatura e história, com apresentações culturais e debate sobre obra do Grupo Chronos.

A Academia Ponta-Grossense de Letras e Artes (APLA) em Telêmaco Borba participou, no último sábado (12), de um encontro cultural promovido pelo Grupo Chronos, na UNIFATEB – Centro Universitário de Telêmaco Borba. Acadêmicos de Ponta Grossa participaram de atividades envolvendo literatura, história, poesia e música, além de uma roda de conversa sobre o livro Memórias da formação de um povo – da Cidade Nova a Telêmaco Borba.
Produzida por historiadores integrantes do Grupo Chronos, a obra recupera aspectos relacionados ao surgimento e ao desenvolvimento da antiga Cidade Nova até a emancipação e formação do município de Telêmaco Borba.
O trabalho reúne fatos históricos e trajetórias de moradores que participaram da construção da cidade. Segundo a professora e autora Edna Beltrão, a proposta também procura destacar a participação de moradores “visíveis ou invisíveis” nesse processo.
Literatura e cultura dos Campos Gerais
Durante o encontro, os integrantes da Academia Ponta-Grossense de Letras e Artes apresentaram trabalhos relacionados à literatura, à cultura popular e à história regional.
A presidente da APLA, Dione Navarro, apresentou parte de sua produção literária, incluindo trabalhos ligados a Corina Portugal, à cultura popular e à literatura infantil inclusiva.
O acadêmico Silvestre Alves abordou o tropeirismo por meio de poesias, obras e canções. Rosicler Antoniácomi apresentou sua interpretação sobre o livro Conto sobre Erva Mate, trazendo referências a costumes locais e narrativas tradicionais.
Renata Régis Florisbelo participou com uma performance poética. Já o ator, poeta, compositor e trovador Alisson Louzada declamou os poemas Meu melhor amigo e Bicho do Paraná.
Louzada também produziu trovas em homenagem a Telêmaco Borba, citando elementos ligados à história e à identidade do município, entre eles os povos indígenas, o tropeirismo, o Rio Tibagi e a atividade da celulose.
Integrantes da APLA que também fazem parte da União Brasileira de Trovadores (UBT) – Seção Ponta Grossa participaram ainda de uma declamação de trovas, sob a presidência de Renata Régis Florisbelo.
Memória de Graciele
Nascida em Telêmaco Borba e radicada em Ponta Grossa, a acadêmica Kelly Cristina Bida da Costa apresentou uma reflexão sobre a presença de mártires na memória histórica e cultural das sociedades.
Durante sua participação, Kelly relembrou a história de Graciele dos Santos Pereira, menina de 10 anos morta em 1991, e defendeu que sua trajetória também permaneça entre os registros históricos da cidade.
A acadêmica relacionou a preservação da memória de crianças vítimas de violência à construção de uma consciência social voltada à proteção da infância e ao enfrentamento de situações de abandono, abuso e outras violações.
“Graciele vive em nossa memória e deve continuar vivendo”, afirmou Kelly ao concluir sua apresentação.
Livro foi tema de roda de conversa
A programação contou também com uma roda de conversa sobre Memórias da formação de um povo – da Cidade Nova a Telêmaco Borba. A atividade permitiu a troca de experiências entre integrantes do Grupo Chronos, acadêmicos da APLA e demais participantes.
O evento ocorreu na UNIFATEB – Centro Universitário de Telêmaco Borba. A instituição tem Paula Pontara à frente e apoia iniciativas relacionadas à educação, à cultura e à preservação da memória local.
A aproximação entre a UNIFATEB, o Grupo Chronos e a APLA reuniu diferentes formas de preservação histórica, com pesquisa, produção literária e manifestações artísticas.
Durante a passagem por Telêmaco Borba, o grupo de Ponta Grossa também foi recepcionado em um almoço no Harmonia Club pelo empresário Everton Bida.
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