Após estragos da chuva, moradores de PG apontam problemas nas ruas
Chuva forte no último sábado (16) provocou desmoronamento de barranco, alagamentos com lama e prejuízos em diversos bairros; Portal BNT reuniu relatos de moradores que pedem soluções urgentes.

O forte temporal que atingiu Ponta Grossa no último sábado (16) deixou um rastro de destruição em várias regiões da cidade. Durante todo o final de semana, o Portal BNT recebeu uma enxurrada de pedidos de socorro de moradores que tiveram suas rotinas viradas do avesso pela força da água. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil seguem mobilizadas nas ruas para atender as ocorrências e prestar assistência às famílias atingidas.
Nossa equipe de reportagem mapeou os pontos mais críticos apontados pela comunidade, onde a falta de infraestrutura urbana adequadamente planejada potencializou os estragos.
Vila Rio Branco (Uvaranas): Risco de desabamento e crateras
A situação mais alarmante vem da Vila Rio Branco, em Uvaranas. No cruzamento da Rua Bento do Amaral com a Rua Humberto de Campos, a força da enxurrada destruiu completamente a via e provocou o desmoronamento de barrancos na lateral de terrenos particulares.
Moradores relatam o medo constante com a estrutura de uma residência que já começou a ceder devido à erosão. “A água desce com tanta força que essa rua de baixo vai acabar virando o Lago de Uvaranas, porque é para onde toda a enxurrada corre”, desabafou um morador, temendo que o pior aconteça caso volte a chover forte.

Parque dos Sabiás: Casas invadidas por lama
No Parque dos Sabiás, o clamor por ajuda vem da Rua João Baptista Pedrollo. De acordo com relatos enviados ao portal, o nível da rua ficou consideravelmente mais alto do que a frente das residências. Como o trecho ainda não recebeu pavimentação asfáltica, o resultado do temporal de sábado foi catastrófico: a água arrastou uma grande quantidade de terra, alagando os imóveis com lama e destruindo móveis e eletrodomésticos. As famílias locais contabilizam os prejuízos e exigem o nivelamento e o asfalto na via.

Oficinas: O drama do fim do asfalto
O terceiro ponto crítico registrado fica na Rua Otto Ewy, no bairro Oficinas. No local, a pavimentação asfáltica termina abruptamente, dando lugar a uma estrada de terra batida e pedras soltas. Nos dias de chuva intensa, como a deste sábado, a água desce a ladeira lavando a terra e invadindo as casas da parte mais baixa com barro espesso. Os residentes afirmam que o problema é crônico e antigo, tornando-se um transtorno previsível a cada novo alerta meteorológico.
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil confirmaram que estão operando em regime de plantão para realizar cortes de árvores, distribuição de lonas e avaliação de áreas com risco de desmoronamento.

O que diz a prefeitura sobre esses casos:
Vila Rio Branco
A Defesa Civil informa que não houve registro de chamado para atendimento no local até o momento, mas fará uma vistoria no local para verificar a situação relatada. Em relação à manutenção no local, como indicado à redação em outra oportunidade, o trecho da rua Humberto de Campos apresenta grande declividade no terreno, o que impede manutenção duradoura no local. Devido às características do terreno, identificou-se a necessidade de uma obra de infraestrutura para a melhoria definitiva no local. Desta forma, este trecho da Rua Humberto de Campos encontra-se com o projeto de pavimentação em processo de elaboração. A partir da conclusão dos projetos e do orçamento para a obra, será possível iniciar o processo de captação de recursos para a sua realização.
A Prefeitura divulgou, em abril de 2026, novas licitações para obras de asfalto novo, incluindo o Parque dos Sabiás. As obras contarão com recursos da Secretaria das Cidades, do Governo do Estado, com projeto e contrapartida da Prefeitura. O Parque dos Sabiás terá investimentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões para a pavimentação de seis ruas: Hilda Camargo dos Santos, João Batista Pedrollo, Nossa Senhora de Vila Velha, Odair Levandoski, Padre João Pedro Medaille e Vicente de Mattos. Trata-se da concorrência 19/2026, que encontra-se hoje na fase de análise de documentos das proponentes.
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