Atléticas e centros acadêmicos da UEPG pedem votos em Lula
Atléticas e centros acadêmicos da UEPG divulgam cartas sobre as Eleições 2026, criticam a direita e defendem mobilização no segundo turno presidencial.

Atléticas, centros acadêmicos e outras entidades estudantis da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) divulgaram, nesta terça-feira (6), cartas abertas sobre o resultado do primeiro turno das Eleições 2026. Nas manifestações publicadas nas redes sociais, os grupos defendem a mobilização no segundo turno em oposição a Flávio Bolsonaro (PL), o que representa apoio à candidatura do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os grupos que se manifestaram estão entidades ligadas aos cursos de Jornalismo, Psicologia, Direito e ao Setor de Ciências Exatas e Naturais da UEPG.
As publicações têm diferentes textos e assinaturas. Nem todas citam nominalmente Lula, mas apresentam críticas à direita, à candidatura de Flávio Bolsonaro e ao governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), além de defenderem participação dos estudantes no segundo turno presidencial.
Jornalismo e Psicologia fazem manifestação direta
Uma das manifestações foi publicada pelo Centro Acadêmico João do Rio (Cajor) e pela Associação Atlética de Jornalismo e Psicologia da UEPG.
No documento, as entidades afirmam que “repudiam a eleição do governador eleito Sérgio Moro (PL)” e classificam a extrema direita como uma ameaça à liberdade de expressão, à liberdade de imprensa e a direitos conquistados.
A carta também relaciona Moro a Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno presidencial.
Ao final do texto, as entidades fazem uma convocação eleitoral: “Chamamos todos para lutar pela vitória no segundo turno; cada voto é essencial”.
A publicação afirma ainda que o posicionamento é coletivo.
Estudantes de Direito também divulgam carta
O Centro Acadêmico Carvalho Santos, juntamente com a Associação Atlética de Direito da UEPG, a Bateria Caveirão e as Skulleders, também publicou uma “Carta Aberta – Eleições 2026”.
No documento, as entidades afirmam que decidiram se manifestar diante do resultado do primeiro turno e destacam a defesa do Estado Democrático de Direito, do ensino público e gratuito e das políticas de permanência nas universidades.
A carta também critica ataques ao Poder Judiciário, ao sistema eleitoral e a disseminação de desinformação e conteúdos falsos ou manipulados.
Segundo os grupos, essas práticas podem comprometer a formação da vontade popular.
Entidades das Ciências Exatas e Naturais se posicionam
Representações de estudantes, pesquisadores e acadêmicos do Setor de Ciências Exatas e Naturais da UEPG também divulgaram uma carta aberta.
No documento, as entidades defendem o fortalecimento das universidades públicas e o financiamento contínuo da pesquisa científica.
O texto afirma que não há desenvolvimento tecnológico e inovação sem ensino superior público e defende que, diante do cenário político, a neutralidade representaria uma omissão.
“A neutralidade deixa de ser uma postura ética e passa a ser uma omissão perante o futuro da produção de conhecimento no Brasil”, afirma o documento.
Manifestações não representam posicionamento oficial da UEPG
As cartas são assinadas por centros acadêmicos, atléticas e organizações estudantis, que possuem representação própria. Portanto, as manifestações não devem ser interpretadas como posicionamento institucional da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
A UEPG, enquanto instituição pública, não aparece como autora das publicações apresentadas pelas entidades.
Com Lula e Flávio Bolsonaro classificados para o segundo turno da eleição presidencial, as manifestações estudantis devem continuar fazendo parte do debate político dentro e fora do ambiente universitário.
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