Bancários protestam em PG após negociações salariais terminarem sem avanço
Mobilização ocorreu em frente às agências da Caixa Econômica Federal e do Bradesco. Categoria reivindica reajuste acima da inflação, manutenção de direitos e melhores condições de trabalho

Trabalhadores bancários realizaram manifestações nesta terça-feira (28) em frente às agências da Caixa Econômica Federal e do Bradesco, em Ponta Grossa. O movimento fez parte de uma mobilização nacional da categoria durante a Campanha Salarial 2026.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e Região, Gilberto Lopez Leite, cinco rodadas de negociação já foram realizadas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas ainda não houve avanço nas principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
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Durante os atos, os bancários exibiram faixas em defesa dos bancos públicos, contra o fechamento de agências, as demissões e a cobrança de metas consideradas abusivas. Na Caixa, os manifestantes também destacaram a necessidade de melhorias no plano de assistência à saúde dos funcionários.
Categoria reivindica ganho real
A proposta apresentada pelos trabalhadores prevê reajuste salarial correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado, acrescido de 5% de aumento real.
A pauta também inclui a manutenção dos direitos e benefícios já conquistados, melhorias nas condições de trabalho, combate ao fechamento de agências e medidas para evitar novas demissões.

“Estamos em período de Campanha Salarial e já foram realizadas cinco rodadas de negociações, sem, no entanto, nenhum avanço”, afirmou Gilberto Lopez Leite em entrevista ao BnT Online.
O sindicato também cobra o fim das metas abusivas e a inclusão, no acordo coletivo, de ações preventivas para reduzir casos de adoecimento entre os trabalhadores.
Saúde Caixa é prioridade
Para os funcionários da Caixa Econômica Federal, um dos principais pontos da negociação é o Saúde Caixa, plano utilizado pelos empregados e aposentados da instituição.
Durante a manifestação em Ponta Grossa, uma das faixas levadas pelos participantes dizia: “Saúde Caixa é prioridade”. Outro cartaz defendia a preservação dos bancos públicos.
De acordo com o presidente do sindicato, as condições de trabalho dentro das instituições financeiras também afetam diretamente os clientes.
“Tudo isso, além de atingir diretamente os bancários, também tem reflexos no atendimento à população, com o aumento das demissões e a diminuição dos postos de trabalho, além dos impactos sociais e econômicos”, destacou.
Negociações continuam em São Paulo
As reuniões entre os representantes dos trabalhadores e a Fenaban continuam sendo realizadas semanalmente, em São Paulo. A data-base da categoria bancária é 1º de setembro.
O sindicato espera que um acordo seja construído antes do encerramento das negociações e defende que os resultados apresentados pelas instituições financeiras sejam reconhecidos por meio da valorização dos funcionários.
“Esperamos chegar ao fim das negociações com o reconhecimento e a valorização patronal, pois a produção foi entregue pelos trabalhadores bancários”, declarou Gilberto Lopez Leite.
As próximas rodadas devem analisar as reivindicações econômicas e as cláusulas relacionadas à saúde, segurança, emprego e condições de trabalho.























