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Bola Rolando: Operário ainda pode sonhar, mas precisa voltar a jogar futebol

Após derrota por 3 a 0 para o Juventude, Operário ainda tem chances na Série B, mas precisa reagir nas sete rodadas finais.

Operário
Foto: André Jonsson / OFEC
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Não foi simplesmente uma derrota. O problema do Operário Ferroviário na Série B foi a maneira como perdeu para o Juventude. O 3 a 0 em Caxias do Sul mostrou um time sem reação, desorganizado e, durante boa parte do jogo, completamente dominado pelo adversário.

Perder para o Juventude, hoje entre as melhores equipes da competição, não seria nenhum absurdo. O que incomoda é perder sem competir.

Depois do terceiro gol, logo no início do segundo tempo, a sensação era de que a partida havia terminado. Na verdade, para mim, ela já havia acabado muito antes.

Uma atuação para esquecer

Poucos jogadores escaparam de uma avaliação negativa.

Wagner voltou a fazer boas defesas e evitou um placar ainda maior. Cuenu e Joseph tiveram participação razoável no sistema defensivo. Boschilia tentou, correu e buscou o jogo. Caio Dantas também esteve entre aqueles que demonstraram alguma coisa.

Matheus Trindade ainda pode ser colocado nessa relação.

E praticamente para por aí.

É muito pouco para um time que ainda pretende olhar para a parte de cima da tabela.

O Operário não conseguiu controlar os lados do campo, sofreu principalmente em um dos corredores e apresentou uma enorme dificuldade para reagir quando esteve atrás do placar. Diante de um Juventude organizado e em uma noite muito boa, o Fantasma simplesmente não encontrou respostas.

Ficou difícil. Mas acabou?

Não.

Seria fácil olhar apenas para o 3 a 0 e decretar o fim de qualquer esperança. Só que futebol não funciona dessa maneira.

O acesso ficou mais difícil? Muito mais difícil.

É provável? Hoje, não.

É impossível? Também não.

O Operário tem 48 pontos, sete partidas pela frente e quatro desses jogos serão disputados em casa. Isso precisa ser considerado.

E há outro aspecto importante: o Fantasma já mostrou durante esta mesma Série B que consegue reagir depois de partidas ruins.

Antes desse tropeço, vinha de uma sequência positiva. O grande problema do Operário nesta temporada é justamente a irregularidade. Quando parece pronto para embalar, cai de rendimento. Quando parece ter perdido força, volta a vencer.

É difícil saber qual Operário entrará em campo na rodada seguinte.

Os dois próximos jogos podem definir tudo

Agora chegam duas partidas consecutivas em casa.

Primeiro, contra o Botafogo-SP. Depois, contra o Goiás.

São partidas vencíveis.

Isso não significa que serão fáceis. Não existe jogo fácil nesta reta final da Série B. O próprio Botafogo, mesmo quando não consegue o resultado, tem apresentado dificuldades aos adversários.

Mas o Operário precisa assumir a responsabilidade.

Se ainda existe qualquer intenção de transformar o sonho da Série A em algo mais concreto, é preciso fazer valer o mando de campo.

Não dá para apresentar novamente o futebol mostrado contra o Juventude.

Trocar o treinador agora?

Também não vejo sentido.

Faltam sete rodadas.

O Operário está garantido na Série B da próxima temporada e Luizinho Lopes ainda apresenta um aproveitamento que não pode simplesmente ser ignorado.

O treinador tem responsabilidade? Claro que tem.

O time demorou a apresentar mudanças durante a derrota para o Juventude e houve problemas claros de posicionamento e escalação.

Mas trocar o comando técnico agora, na reta final, seria acreditar que existe uma solução mágica.

Não existe.

Luizinho Lopes não entra em campo. E, mesmo em uma atuação péssima como a última, o Operário teve oportunidades claras que seus jogadores não conseguiram transformar em gol.

A temporada não pode ser resumida a uma noite

Também é preciso olhar o copo meio cheio.

O Operário foi campeão paranaense, fez uma Série B sem passar pelo sofrimento da luta contra o rebaixamento e chega às rodadas finais ainda podendo discutir posições na parte de cima da tabela.

Isso tem valor.

Uma derrota horrorosa não pode apagar tudo.

Da mesma maneira, tudo aquilo que foi feito durante o ano não pode servir como desculpa para aceitar apresentações como a de Caxias do Sul.

O torcedor pode cobrar.

E deve cobrar.

Enquanto houver chance, é preciso acreditar

Hoje, existem equipes em situação muito mais confortável. Vila Nova, Juventude, Novorizontino e Criciúma construíram campanhas que os colocam em posição privilegiada.

A briga restante ficou apertada.

O Operário vai precisar ganhar jogos e ainda depender de tropeços dos adversários.

Não é a situação ideal.

Mas enquanto a matemática disser que existe possibilidade, o Fantasma precisa entrar em campo pensando nela.

O mais importante agora é uma reação imediata.

Porque sonhar com o acesso ainda é permitido.

Só não dá para sonhar jogando como o Operário jogou contra o Juventude.

Assista a análise completa:

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Ivan Vinícius
Autoria
Ivan Vinícius
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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