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Bola Rolando: Operário ainda sonha com a classificação, mas precisa de um milagre

Operário tem três jogos para tentar a classificação na Série B. Confira a análise da reta final e o desempenho do Sub-20 contra o Flamengo.

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Foto: André Jonsson / OFEC
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O Operário Ferroviário chega à reta final do Campeonato Brasileiro da Série B de 2026 vivendo uma situação que mistura esperança, preocupação e a necessidade de uma superação extraordinária. Com 51 pontos conquistados e apenas três partidas pela frente, o Fantasma ainda mantém possibilidades matemáticas de classificação, mas depende de uma combinação de resultados cada vez mais complicada.

A vitória do Goiás sobre o Ceará por 2 a 0, nos acréscimos da partida disputada na terça-feira (27), deixou o cenário ainda mais difícil. O time goiano chegou aos 52 pontos, ultrapassou o Operário na classificação e aumentou a concorrência pela sexta colocação.

A matemática é simples: restam nove pontos em disputa e o Operário pode chegar, no máximo, aos 60. O problema é que a disputa não depende apenas do que o Fantasma fizer em campo. Será necessário vencer, torcer e contar com tropeços de adversários que também estão brigando pelas primeiras posições.

O desafio começa contra o líder

O próximo compromisso será no domingo (1º de novembro), às 18h30, diante do Novorizontino, no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, no interior paulista.

Na minha avaliação, o Novorizontino é hoje a equipe mais consistente da Série B. Tem organização tática, qualidade técnica e um aproveitamento que justifica sua presença na liderança, com 64 pontos.

O Operário precisará apresentar um futebol bastante diferente daquele que mostrou nas últimas rodadas. Afinal, venceu apenas uma das cinco partidas mais recentes. É um desempenho insuficiente para quem pretende disputar uma vaga na parte de cima da tabela.

É claro que futebol não se resolve apenas com números. Dentro de campo são 11 contra 11, e equipes consideradas favoritas também perdem. Mas o Fantasma terá que jogar com intensidade, organização e capacidade de decisão para conquistar um resultado positivo fora de casa.

Depois do Novorizontino, o Operário ainda enfrentará o Sport, no Germano Krüger, e a Ponte Preta, em Campinas.

Não existe margem para acomodação.

A sexta colocação virou o grande objetivo

Olhando para a classificação, o cenário mostra que Novorizontino e Juventude aparecem com 64 pontos, seguidos por Vila Nova, com 62, Fortaleza, com 61, e Criciúma, com 59.

O CRB ocupa a sexta colocação, com 55 pontos, enquanto Sport e Atlético-GO somam 54. O Goiás chegou aos 52 e o Operário permanece com 51.

São justamente essas equipes que concentram a disputa pela última vaga de classificação.

O Criciúma, quinto colocado, enfrenta a Ponte Preta em casa e tem uma oportunidade importante de ampliar sua pontuação. Se vencer, chegará aos 62 pontos, marca que o Operário já não consegue alcançar.

Isso coloca a sexta posição como o caminho mais viável, embora extremamente difícil, para o Fantasma.

O confronto entre Goiás e CRB, na próxima segunda-feira, também terá influência direta nessa disputa.

O Operário precisa fazer sua parte, mas também ficará de olho nos resultados dos adversários. É aquela situação em que o torcedor acompanha o próprio jogo com um olho no campo e outro na classificação.

Existe uma conquista importante mesmo sem classificação

Apesar das dificuldades, há outro objetivo que merece atenção.

O melhor desempenho do Operário em uma edição da Série B foi registrado em 2024, quando a equipe terminou com 55 pontos.

Isso significa que, se conquistar cinco dos nove pontos restantes, o Fantasma chegará aos 56 e estabelecerá uma nova marca de pontuação na competição.

Não seria a classificação desejada, mas representaria um resultado significativo dentro da trajetória recente do clube.

O Operário já não corre risco de rebaixamento. Agora, precisa aproveitar os últimos compromissos para buscar uma campanha historicamente relevante e, quem sabe, transformar uma possibilidade remota em uma classificação surpreendente.

Sub-20 dá exemplo de futebol diante do Flamengo

Se o time principal encontra dificuldades nesta reta final, a equipe Sub-20 do Operário oferece motivos importantes para comemoração.

Na terça-feira (27), o Fantasma empatou sem gols com o Flamengo, no Germano Krüger, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil Sub-20.

O resultado não refletiu totalmente aquilo que se viu dentro de campo.

O Operário foi superior em boa parte do confronto. Teve mais iniciativa, conseguiu controlar setores importantes do gramado e criou oportunidades claras para abrir o placar.

O camisa 10 da equipe teve duas boas chances de marcar. Em uma delas, a bola passou à direita do gol flamenguista. Na outra, passou muito perto do ângulo.

Faltou o gol, mas não faltaram qualidade, disposição e organização.

A equipe comandada por Schumacher merece reconhecimento pelo futebol apresentado e, principalmente, pela campanha construída até aqui.

Para chegar às quartas de final, o Operário superou adversários tradicionais, como Chapecoense, Grêmio e Náutico. Agora, enfrenta um Flamengo que possui uma das estruturas de formação mais reconhecidas do futebol brasileiro.

O empate sem gols deixa a decisão aberta para a partida de volta.

E, pelo que apresentou em Ponta Grossa, o Operário tem condições de disputar essa classificação.

O Fantasma precisa acreditar, mas também reagir

A reta final da Série B exigirá muito mais do que esperança.

O Operário terá que demonstrar capacidade de reação, corrigir problemas que apareceram nas últimas partidas e encontrar soluções ofensivas contra adversários fortes.

Alberto Valentim tem pela frente o desafio de fazer a equipe competir em alto nível justamente no momento em que não pode mais desperdiçar oportunidades.

Enquanto houver possibilidade matemática, haverá motivo para lutar.

Mas há uma diferença fundamental entre permanecer vivo na competição e demonstrar, dentro de campo, que se merece continuar nela.

O Sub-20 mostrou, contra o Flamengo, que organização, coragem e qualidade podem equilibrar confrontos difíceis.

Que o time principal consiga encontrar essa mesma disposição.

Porque, no futebol, enquanto houver bambu, haverá flecha. E o Operário ainda tem três oportunidades para tentar acertar o alvo.

Assista a análise completa:

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Ivan Vinícius
Autoria
Ivan Vinícius
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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