Bolsa Família ganha novo valor e reajuste começa já em outubro
Reajuste anunciado pelo Governo Federal começa a valer na folha de outubro e terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas ainda em 2026

O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o piso do benefício passará dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio recebido pelas famílias deverá subir de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos a partir da folha de outubro.
A atualização representa um aumento de aproximadamente 15% no benefício. Segundo informações apresentadas pelo governo, o impacto adicional da medida nas contas públicas será de aproximadamente R$ 5,8 bilhões em 2026, considerando os pagamentos realizados a partir de outubro.
Veja os novos valores
Além da mudança no piso do programa, outros benefícios que integram o Bolsa Família também terão os valores atualizados. O Benefício de Renda de Cidadania será de R$ 164 por integrante da família. Já o Benefício Complementar poderá completar a renda recebida para que as famílias enquadradas nas regras do programa alcancem o valor estabelecido pelo governo.
O Benefício Primeira Infância, destinado a crianças com até sete anos incompletos, passará para R$ 173 por criança. Já o Benefício Variável Familiar será de R$ 58 por integrante que esteja enquadrado nas situações previstas nas regras do programa.
Governo diz que há espaço no orçamento
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que há espaço fiscal para acomodar o reajuste sem provocar um bloqueio adicional de despesas no próximo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias.
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Segundo o ministro, a equipe econômica identificou recursos disponíveis no Orçamento de 2026, permitindo o remanejamento de verbas para financiar o aumento do programa. Parte dos recursos deverá vir de despesas em que o governo identificou sobras, principalmente na área previdenciária.
Para 2027, o impacto anual do reajuste deverá ficar na casa dos R$ 22 bilhões, e o governo informou que fará ajustes na proposta orçamentária para acomodar a nova despesa. Com isso, os beneficiários ainda recebem os valores atuais na folha de setembro. O novo piso de R$ 691 e os demais valores reajustados passam a valer efetivamente nos pagamentos referentes a outubro de 2026.
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