Brasil nega falhas no combate ao crime organizado
O Ministério da Justiça e Segurança Pública refutou alegações de falhas no enfrentamento ao crime organizado, após críticas em relatório dos EUA. A pasta citou a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, e o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio do mesmo ano, como provas do compromisso nacional.

O governo brasileiro respondeu, nesta quarta-feira (16), às críticas contidas em um relatório do governo dos Estados Unidos sobre o combate ao narcotráfico. Em nota oficial, o Ministério da Justiça e Segurança Pública negou qualquer falha ou omissão no enfrentamento ao crime organizado transnacional e reafirmou a soberania do país na condução das políticas de segurança.
A manifestação americana, enviada ao Congresso dos EUA em 15 de setembro, não incluiu o Brasil na lista dos 23 maiores produtores e países de trânsito de drogas. Contudo, o documento trouxe observações laterais sobre a atuação brasileira, o que motivou a reação do governo federal.
Governo refuta críticas e defende soberania
“O governo brasileiro seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas, como demonstram os resultados obtidos nos últimos anos”, declarou a pasta em nota. O texto afirma ainda que a manifestação norte-americana “desconsideraria a robusta cooperação já existente no combate ao crime organizado transnacional”.
Segundo o ministério, as ações de segurança pública são conduzidas de forma permanente, com base em inteligência, investigação, integração entre as forças e cooperação internacional. A nota destaca que o combate ao crime organizado é prioridade do governo federal, sem espaço para alegações de omissão.
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Lei Antifacção é citada como marco legal
Entre as iniciativas recentes enumeradas pelo governo está a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026. A norma estabelece penas mais duras para líderes de facções criminosas e cria mecanismos para sufocar suas operações financeiras e logísticas.
A legislação é apontada como um dos pilares da resposta brasileira ao crime organizado, ao lado de ações de enfraquecimento econômico das quadrilhas. A fonte não detalhou o impacto quantitativo da lei, mas ressaltou sua importância estratégica no arcabouço jurídico.
Programa nacional amplia frente de atuação
Outro destaque da nota é o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio de 2026. A iniciativa atua em quatro eixos: enfraquecimento econômico das facções, fortalecimento do sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.
O programa reflete a abordagem integrada do governo, que combina repressão qualificada e medidas estruturais. A pasta menciona “dezenas de milhares” de operações conduzidas por forças federais, com “bilhões de reais de prejuízo aos criminosos”, como evidência dos resultados alcançados.
Cooperação internacional é reafirmada
A nota do Ministério da Justiça reforça que a cooperação internacional e jurídica segue como pilar da estratégia brasileira. O governo afirma que as ações são permanentes e não dependem de pressões externas, mas sim de um planejamento soberano.
“O Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma que o combate ao crime organizado é prioridade do governo federal e vem sendo conduzido de forma permanente por meio de ações de inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e cooperação internacional e jurídica”, diz o texto.
Contexto e próximos passos
A troca de declarações ocorre em um momento de atenção global ao narcotráfico e ao crime transnacional. O Brasil, que não figura na lista principal dos EUA, busca consolidar sua posição como parceiro ativo no enfrentamento às organizações criminosas.
O governo não indicou se haverá novas medidas ou diálogos bilaterais após a manifestação americana. A fonte não detalhou os termos exatos das críticas laterais, mas assegurou que o país mantém sua trajetória de fortalecimento institucional e operacional.
Para o leitor, o episódio evidencia a complexidade das relações internacionais na área de segurança e a disposição do Brasil em defender suas políticas públicas com base em dados e marcos legais recentes.
📄 Documentos Relacionados
- 📎 íntegra (nota-governo-EUA-PCC-CV-16set2026.pdf)
Fonte
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- Lei Antifacção (www.planalto.gov.br)
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