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Campos Gerais

CAIXA se pronuncia sobre fraude eletrônica de R$ 1,7 milhão na Prefeitura de Imbaú

CAIXA se manifesta sobre suspeita de fraude eletrônica de R$ 1,7 milhão na Prefeitura de Imbaú e confirma contestação de movimentações bancárias.

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Foto: Divulgação
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A Caixa Econômica Federal divulgou um posicionamento oficial sobre a suspeita de fraude eletrônica de aproximadamente R$ 1,7 milhão envolvendo contas bancárias da Prefeitura de Imbaú, município localizado na região dos Campos Gerais, no Paraná. Em resposta ao Portal Boca no Trombone (BnT Online), a instituição confirmou que foi acionada pela administração municipal e que as movimentações financeiras não reconhecidas estão sendo analisadas.

A manifestação ocorre após a reportagem do BnT Online revelar informações de um boletim de ocorrência registrado na 18ª Subdivisão Policial de Telêmaco Borba. O documento aponta que recursos públicos teriam sido transferidos de maneira irregular entre os dias 15 e 16 de outubro de 2026.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como estelionato na modalidade fraude eletrônica.

CAIXA confirma contestação das transferências

Em nota enviada à reportagem, a instituição financeira esclareceu que o município recebeu atendimento após identificar operações bancárias que não reconhecia.

“A CAIXA informa que prestou atendimento à prefeitura e adotou as providências necessárias. O banco esclarece que, após verificada movimentação não reconhecida pelo cliente, foi realizado pedido de contestação na agência.”

De acordo com o banco, a contestação passa por uma análise técnica conduzida por profissionais especializados. Os dados referentes à apuração são considerados sigilosos e compartilhados exclusivamente com os órgãos competentes.

A CAIXA também explicou que o resultado da análise é comunicado diretamente ao titular da conta.

Apesar do posicionamento, a instituição não esclareceu se houve recuperação de parte dos recursos ou se existe possibilidade de restituição dos valores questionados pela Prefeitura.

Entenda a fraude eletrônica investigada em Imbaú

Conforme o Boletim de Ocorrência nº 2026/1394260, registrado em 19 de outubro, os problemas tiveram início no dia 14 daquele mês, quando a prefeita Dayane Sovinski não conseguiu acessar o sistema Gerenciador Caixa.

Na ocasião, o sistema apontava dificuldades relacionadas às credenciais de acesso. A administração municipal encaminhou uma solicitação formal ao banco para regularizar a situação.

No mesmo dia, a secretária municipal de Finanças, Keila de Fátima Bueno Lopes da Silva, recebeu uma ligação de uma pessoa que se identificou como representante da instituição financeira.

O interlocutor teria informado sobre a necessidade de uma atualização urgente no sistema bancário utilizado pela Prefeitura.

Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, a secretária realizou procedimentos no computador da repartição seguindo as orientações recebidas. Posteriormente, o equipamento começou a apresentar falhas, travamentos e interrupções no funcionamento.

As movimentações financeiras suspeitas foram identificadas no dia 16 de outubro, após um alerta feito por um representante legítimo da CAIXA.

Sistema de dupla autorização levanta questionamentos

Entre os aspectos investigados está o mecanismo de autorização das operações bancárias realizadas pelo município.

Segundo a documentação policial, as transferências de recursos públicos dependem de duas chaves de acesso: uma vinculada à Secretaria de Finanças e outra à prefeita.

A secretária relatou que a chave da chefe do Executivo estava bloqueada desde o dia 14 de outubro. Mesmo assim, transferências teriam sido concluídas nos dois dias seguintes.

Essa circunstância integra os pontos que deverão ser esclarecidos durante a investigação, especialmente em relação à forma como as operações foram executadas.

A nota encaminhada pela CAIXA não apresenta esclarecimentos específicos sobre o funcionamento desse mecanismo nas transações investigadas.

Banco afirma manter monitoramento permanente

Além de abordar a contestação, a CAIXA destacou que dispõe de sistemas de segurança destinados à identificação de movimentações consideradas suspeitas.

“O banco monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos de fraudes.”

A instituição acrescentou que utiliza tecnologias, políticas de proteção de dados e equipes especializadas para reforçar a segurança de seus canais de atendimento.

Também informou que realiza ações educativas para orientar os clientes sobre prevenção de fraudes eletrônicas.

No caso de órgãos públicos, a CAIXA disponibiliza uma cartilha específica com recomendações de segurança para prefeituras e demais instituições da administração pública.

Polícia Civil apura movimentações financeiras

A investigação está sob responsabilidade do delegado Thiago Barbosa de Almeida, da 18ª Subdivisão Policial de Telêmaco Borba.

O procedimento deverá buscar esclarecimentos sobre a origem das operações, a eventual utilização indevida das credenciais bancárias e o destino dos valores movimentados.

Até o momento, não foram apresentados à reportagem resultados conclusivos sobre a autoria da fraude eletrônica ou sobre a recuperação dos recursos.

O Portal Boca no Trombone continuará acompanhando o andamento das investigações e os posicionamentos oficiais relacionados ao caso.

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Matheus Leônidas
Autoria
Matheus Leônidas
Estudante de Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Cativado por todas as editorias. Trabalho por um jornalismo justo e de qualidade.
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