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Paraná

Cataratas do Iguaçu têm vazão acima de 11 milhões de litros por segundo após chuvas no Paraná

Vazão das Cataratas do Iguaçu passa de 11 milhões de litros por segundo após fortes chuvas no Paraná. Veja a situação da visitação.

cataratas
Foto: Divulgação
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As fortes chuvas registradas nos últimos dias no Paraná provocaram um aumento expressivo na vazão das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado. Nesta terça-feira (13), o volume de água se mantém acima de 11 milhões de litros por segundo, deixando o conjunto de quedas com uma força muito superior ao normal.

Segundo atualização do Simepar às 14h, a vazão das Cataratas estava próxima de 11.500 metros cúbicos por segundo, o equivalente a aproximadamente 11,5 milhões de litros de água a cada segundo. A média histórica do atrativo é de cerca de 1,5 milhão de litros por segundo.

Isso significa que o volume registrado nesta terça-feira está aproximadamente 7,6 vezes acima da média histórica.

O aumento ocorreu rapidamente. De acordo com o Simepar, desde domingo (11) a vazão praticamente dobrou. Na região de Foz do Iguaçu, o acumulado de chuva entre segunda (12) e esta terça-feira se aproxima dos 150 milímetros, e novas áreas de instabilidade ainda estavam se formando durante a tarde.

Maior vazão de 2026

Dados divulgados pela concessionária Urbia+Cataratas apontam que o maior volume registrado até agora neste ano ocorreu na manhã de segunda-feira (12), quando as Cataratas chegaram a 11,8 milhões de litros por segundo. Nesta terça, a concessionária também registrou medições de 10,5 milhões de litros por segundo ao longo do dia.

A variação ocorre conforme o avanço da água pela bacia do Rio Iguaçu e a intensidade das chuvas em diferentes regiões do Paraná.

No domingo, quando a vazão alcançou cerca de 8,8 milhões de litros por segundo, a administração do Parque Nacional do Iguaçu já havia acionado protocolos especiais de segurança.

Passarela permanece interditada

Um dos principais efeitos da cheia é a interdição preventiva da passarela que aproxima os visitantes da Garganta do Diabo, uma das áreas mais conhecidas das Cataratas.

A Urbia+Cataratas informou que, durante períodos de vazão elevada, são adotadas medidas específicas de segurança. Entre elas está a retirada preventiva de grades da passarela para permitir a passagem da água e reduzir a pressão sobre a estrutura.

Outros caminhos, como Poço Preto e Bananeiras, também tiveram acessos suspensos devido às condições do rio. Algumas atrações internas do Parque Nacional passaram por restrições temporárias.

Apesar das interdições, o Parque Nacional do Iguaçu não está fechado. A visitação continua em áreas consideradas seguras, incluindo pontos da Trilha das Cataratas e mirantes que permitem acompanhar o espetáculo provocado pelo volume excepcional de água.

Rios são monitorados

A cheia não se limita à região das quedas. A Itaipu Binacional informou nesta terça-feira que mantém monitoramento permanente dos rios Iguaçu e Paraná, que vêm apresentando elevação rápida em consequência das fortes chuvas.

Em Foz do Iguaçu, áreas próximas ao rio Paraná também estão sendo acompanhadas pela Defesa Civil. Até a atualização mais recente, as previsões não indicavam que o rio atingiria a cota considerada suficiente para afetar residências de áreas monitoradas do município.

A tendência da vazão das Cataratas dependerá principalmente do comportamento das chuvas na bacia do Rio Iguaçu nas próximas horas. O Simepar apontava nesta terça-feira a continuidade das instabilidades em diferentes regiões do Paraná.

Leia também: https://bntonline.com.br/vendaval-causa-estragos-em-jaguariaiva/

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Matheus Leônidas
Autoria
Matheus Leônidas
Estudante de Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Cativado por todas as editorias. Trabalho por um jornalismo justo e de qualidade.
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