Chefe da Defesa Civil de PG ensina protocolo de emergência em temporais
Trabalho conjunto entre Estado, municípios e órgãos ambientais busca mitigar impactos das chuvas intensas

Diante da crescente preocupação com eventos climáticos severos, o 2º Núcleo de Atuação Regional (NAR) da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná tem intensificado as estratégias de prevenção. O foco atual é a integração entre as esferas públicas e a conscientização da população para minimizar os danos causados por tempestades, alagamentos e vendavais.
O chefe do 2º NAR, Tenente Edson Aparecido Roque, destacou em entrevista que há um trabalho forte sendo realizado em conjunto com os prefeitos municipais há cerca de dois meses. A iniciativa envolve o apoio de órgãos como IAT, Ibama, Iapar, IDR e Sanepar para flexibilizar e agilizar intervenções de infraestrutura.
“É uma integração muito forte entre o Estado, a Defesa Civil Estadual e as defesas civis municipais. Hoje estamos trabalhando muito forte a prevenção”, afirmou o Tenente Roque.
Segundo o oficial, as medidas incluem o desassoreamento de rios e lagos, além da limpeza de bueiros e galerias pluviais. “Nós precisamos deixar a cidade limpa e em condições de que a água corra. Para que ela receba essa grande quantidade de água, não se acumule, causando os alagamentos e os transtornos à população. Quando tudo está em condições, ela [a água] chega, mas vai embora no mesmo compasso”, explicou.
O papel da população e o sistema de alertas
Apesar dos esforços do poder público, a Defesa Civil ressalta que a segunda vertente da prevenção depende diretamente dos moradores. O primeiro passo é ter acesso à informação em tempo real por meio do sistema gratuito de mensagens.
“Nós solicitamos a toda população que se cadastre junto à Defesa Civil Estadual para receber os alertas que são disparados a toda a situação emergencial”, orientou o Tenente. Para isso, basta mandar uma mensagem de texto (SMS) para o número 40199, digitando apenas o CEP do local que deseja monitorar, seja a própria casa ou o local de trabalho. “A partir desse momento, você começa a receber alertas pontuais sobre eventos climáticos que estão acontecendo neste momento, nesta região”, detalhou.
Além do cadastro, a manutenção preventiva nas residências é fundamental. O Tenente Roque pede que a população mantenha seus telhados com a manutenção em dia, calhas desentupidas e os quintais limpos, sem entulhos que possam acumular água.
Riscos nas ruas e abrigos extremos
Durante as tempestades, o perigo se multiplica nas vias públicas. A Defesa Civil alerta para que os cidadãos não se protejam sob árvores ou estruturas metálicas frágeis. O perigo também se esconde debaixo d’água durante os alagamentos.
“Se precisar atravessar a rua de um lado para o outro e ela estiver encoberta de água, muito cuidado com bueiros e galerias com as tampas abertas, que podem trazer muitas consequências [graves]”, alertou o chefe do 2º NAR.
Para situações extremas, como a passagem de vendavais muito fortes ou tornados, o protocolo de segurança dentro de casa exige ação rápida. “A orientação é para que, se tiver que se abrigar dentro de uma estrutura predial, na sua residência ou local de trabalho, que procure uma estrutura em alvenaria com o menor tamanho possível. A orientação mais viável é o banheiro, ou uma estrutura de depósito que tenha a menor quantidade de vidros possível”, instruiu Roque.
Para evitar ferimentos por estilhaços ou queda de telhas, o Tenente recomenda uma proteção extra: “Se proteger com cobertores, colchão, algo que amorteça de repente a queda de telhas ou vidros para não ser atingido diretamente”.
A Defesa Civil do Paraná segue monitorando as condições climáticas e reforça que a prevenção contínua é a ferramenta mais eficaz para salvar vidas e proteger o patrimônio da comunidade.
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