A conta de luz no Paraná com o aumento deve impactar consumidores a partir de junho de 2026, com proposta de reajuste de até 19,15% nas tarifas de energia elétrica, conforme consulta pública aberta pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
A proposta trata da revisão tarifária periódica da Copel e prevê aumento de 19,15% para consumidores residenciais urbanos. Já para unidades rurais, o índice pode chegar a 18,85%, enquanto consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes comércios, podem ter reajuste médio de 19,55%.
A consulta pública foi aberta no dia 8 de maio e segue disponível para contribuições da população até o dia 22 de maio, por meio do site da Aneel. Além disso, está prevista uma audiência pública presencial em Curitiba no dia 29 de abril. Após essa etapa, a previsão é que o novo valor entre em vigor a partir de 24 de junho de 2026.
Segundo a Aneel, a revisão tarifária periódica tem como objetivo redefinir custos eficientes da distribuidora, além de estabelecer metas de qualidade e reduzir perdas no sistema. Esse processo também atualiza componentes que influenciam diretamente no valor final pago pelo consumidor.
Diferente do reajuste anual, que considera principalmente a inflação e fatores contratuais, a revisão periódica analisa toda a estrutura de custos da concessionária, podendo gerar impactos mais expressivos na tarifa.
Copel tenta reduzir impacto
A Copel informou que solicitou à Aneel o adiamento de parte do reajuste, com o objetivo de diminuir o impacto imediato aos consumidores. Segundo a companhia, caso o índice total fosse aplicado integralmente neste momento, o aumento poderia chegar a 26%.
Mesmo com a possível alta, a empresa afirma que as tarifas no Paraná devem continuar entre as mais baixas do país em comparação com outras distribuidoras.
O estudo que fundamenta a proposta foi elaborado pela área técnica da Aneel, com base em dados operacionais e financeiros fornecidos pela própria Copel. Atualmente, a companhia atende cerca de 5,23 milhões de unidades consumidoras em todo o estado.
A discussão segue aberta à participação pública, permitindo que consumidores, empresas e entidades contribuam com sugestões antes da definição final do reajuste.
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