Coordenadora detalha que cobertura da vacinação contra a gripe está baixa em Ponta Grossa
Danielle apontou que a vacinação para um determinado grupo prioritário está em 40%. Segundo ela é uma cobertura baixa.
Em entrevista ao BnT News desta terça-feira (9), a coordenadora do Programa Municipal de Imunização de Ponta Grossa, Danielle Fabian, destacou que a cobertura da vacinação contra a gripe para o grupo prioritário está baixa.
Ela apontou que a primeira previsão é que se encerraria no final de maio, mas foi ampliada por conta da baixa cobertura. “Nós aplicamos pelo portal do Ministério, que é o nosso portal oficial, que a gente acompanha, 55 mil doses, mas dessas, nos grupos prioritários, foram umas 35 mil, porque a gente tem os grupos chamados especiais e os de rotina. Os de rotina são as crianças maiores de 6 meses até menores de 6 anos, as pessoas com mais de 60 anos e as gestantes”.
Danielle apontou que a cobertura está em 40%, e segundo ela é uma cobertura baixa. “No momento, a gente está trabalhando com os grupos prioritários, que são esses de rotina e alguns grupos especiais, sendo os trabalhadores de saúde, os trabalhadores das forças de segurança, os professores. Agora, nós tivemos uma ampliação que todos os trabalhadores da educação também que recebem o imunizante. Então, antes era só os professores, agora qualquer pessoa, trabalhador, não precisa ser um profissional da educação ligado à escola. Então, aqui vai entrar como a zeladora, a secretaria da escola, também tem direito à vacina contra a gripe”.
A coordenadora ainda destacou que ” muitas pessoas com doenças crônicas e algumas ainda não procuraram, diabetes é uma das doenças, algumas condições neurológicas, a hipertensão isolada não entra, mas quando a gente pensa na questão cardíaca, ela acaba entrando. Então, a gente está com esses grupos ainda sendo vacinados. Mas, entre todos, o nosso pior indicador, a nossa pior cobertura está entre as crianças, que está ali com 30%”.
Vacinação crianças
Danielle comentou que a meta é de esta vacinando 25, 26 mil crianças, mas 17 mil e pouco procuraram a sala de vacina. “Então, a gente tem assim, e mesmo entre as crianças, uma cobertura melhor entre as menores de 2 anos, porque já vão na sala de vacina por rotina, buscando as outras doses. E aí, as demais crianças que estão também em ambiente escolar, essa procura não está tão efetiva como deveria. Mas, exatamente no ambiente escolar, que a gente tem essa convivência entre muitas crianças, que pode estar acabando, passando mais de uma para a outra. Também vários motivos que as pessoas falam que não levam. Por exemplo, falam assim, a criança estava sintomática, mas qual o sintoma? Estava com uma febre alta, uma gripe? Não, não era resfriada, era o narizinho coçando, o narizinho escorrendo. Criança pequena passa uma boa parte do tempo assim”.
A coordenadora enfatizou que há pessoas que acham que a vacina dá gripe. “Ela não dá gripe, o vírus não tem, o que é utilizado ali não tem essa capacidade de provocar doença. Também não é um efeito imediato, eu tomo hoje, vai levar pelo menos uns 15 dias, para que o meu corpo reconheça e comece a atuar”.
Vacinação para todos
Em outro momento da entrevista, Danielle disse porque não esta disponível para toda a população. “Se a gente pensar que em Ponta Grossa seriam mais ou menos 400 mil doses, praticamente, que a gente deveria ter se todo mundo se vacinasse, a gente vai receber até o final da campanha umas 90 mil doses, poderia chegar umas 110, mas vai receber por umas 90 mil, então ela não é suficiente. Então, a gente precisa que os grupos que as pessoas estudam e falam, olha, se pegar gripe é mais perigoso nesse grupo, procurem os serviços”.
Veja a entrevista completa:
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