Coreia do Norte critica venda de mísseis dos EUA
A Coreia do Norte criticou a aprovação dos Estados Unidos para a venda de mísseis ar-ar AIM-9X Sidewinder e equipamentos à Coreia do Sul, no valor de US$ 125 milhões. Pyongyang classificou o armamento como ‘nova ameaça’ à segurança e prometeu resposta firme.

A Coreia do Norte condenou, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, a aprovação dos Estados Unidos para a venda de mísseis ar-ar AIM-9X Sidewinder e equipamentos relacionados à Coreia do Sul. O pacote, avaliado em US$ 125 milhões, foi autorizado pelo Departamento de Estado americano e representa, segundo Pyongyang, uma “nova ameaça” à segurança regional.
A manifestação oficial foi divulgada pela agência estatal KCNA e reforça o tom de descontentamento do regime norte-coreano com o fortalecimento militar do vizinho do sul. A fonte não detalhou a data exata da declaração, mas o conteúdo foi reproduzido por veículos internacionais nesta semana.
Pyongyang vê ameaça à segurança regional
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte afirmou estar ciente das “ameaças” e prometeu responder de forma “séria, imediata e poderosa” a atos hostis em diferentes áreas. A declaração, transmitida pela KCNA, indica que o governo norte-coreano acompanha de perto as movimentações militares na península.
Segundo a agência estatal, o departamento disse que responderá de maneira “firme e imediata”. A expressão sugere que Pyongyang pode adotar medidas retaliatórias, embora a fonte não tenha especificado quais seriam essas ações.
Mísseis AIM-9X: capacidade e alcance
Os mísseis AIM-9X Sidewinder são armamentos ar-ar de curto alcance, utilizados em caças para combate aéreo. A venda aprovada pelos EUA inclui, além dos mísseis, equipamentos de suporte, peças de reposição e treinamento, conforme informações do Departamento de Estado.
O valor total de US$ 125 milhões reflete o custo do pacote completo, que visa modernizar a frota da Força Aérea da Coreia do Sul. A fonte não detalhou a quantidade exata de mísseis envolvidos na transação.
Contexto de tensão na península
A península coreana vive um período de tensão recorrente, com exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos e testes de mísseis por parte do Norte. A venda de armamentos é vista por Pyongyang como parte de uma estratégia de pressão militar.
O regime norte-coreano historicamente reage a qualquer anúncio de cooperação militar entre Seul e Washington. A declaração atual se soma a uma série de protestos anteriores contra exercícios e aquisições de defesa.
Reação internacional e próximos passos
Até o momento, não houve manifestação oficial da Coreia do Sul ou dos Estados Unidos sobre a crítica norte-coreana. A fonte não detalhou se a venda já foi concluída ou se ainda depende de aprovação do Congresso americano.
Analistas ouvidos pela imprensa internacional apontam que a retórica de Pyongyang pode aumentar a pressão diplomática na região. No entanto, não há indicação de mudança imediata na postura dos aliados.
Por que isso importa para o leitor
A escalada verbal entre as Coreias afeta a estabilidade do Leste Asiático e pode ter reflexos na economia global, especialmente em cadeias de suprimentos. Para o Brasil, o impacto direto é limitado, mas o cenário geopolítico influencia preços de commodities e fluxos comerciais.
O Portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos dessa negociação e as reações de Pyongyang, Seul e Washington. A cobertura completa de assuntos internacionais está disponível em nossa editoria de Mundo.
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