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Corte Europeia rejeita recurso da família Berlusconi

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos rejeitou recurso que questionava a imparcialidade da condenação por fraude fiscal do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, morto em 2023. Os herdeiros deram continuidade ao processo, mas os juízes consideraram as alegações infundadas ou fora do prazo.

Corte Europeia rejeita recurso da família Berlusconi
Pedido questionou condenação por fraude fiscal do ex-premiê, morto em 2023 — Foto: ANSA / Ansa – Brasil
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O Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) informou ter rejeitado um recurso que questionava a imparcialidade da condenação por fraude fiscal do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, morto em 2023. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira e representa mais um capítulo na longa batalha judicial envolvendo o político e empresário italiano.

Após a morte de Berlusconi, em 2023, seus herdeiros deram continuidade ao processo. A pena de quatro anos de prisão havia sido reduzida para um ano, cumprido por meio de prestação de serviços à comunidade.

O caso remonta a uma condenação na Itália por fraude fiscal relacionada à compra e venda de direitos de transmissão de filmes pela Mediaset, empresa de mídia fundada por Berlusconi. A defesa sempre alegou que o julgamento não foi imparcial, apontando supostas irregularidades na composição do colegiado da Corte de Cassação italiana.

Herdeiros seguiram com o processo

Com o falecimento de Berlusconi, os herdeiros assumiram a representação legal e mantiveram o recurso perante o TEDH. A continuidade do processo foi uma decisão da família, que buscava reverter a condenação e limpar o nome do ex-premiê.

O TEDH, no entanto, não acolheu os argumentos. Os juízes concluíram que “Berlusconi não demonstrou que o colegiado da Corte de Cassação responsável pelo seu caso e, em particular, o presidente da divisão à qual o processo foi atribuído, carecia de imparcialidade”.

Essa avaliação foi central para a rejeição do recurso. A corte europeia entendeu que não houve violação do direito a um julgamento justo, previsto no artigo 6º da Convenção Europeia de Direitos Humanos.

Alegações consideradas infundadas

Além da questão da imparcialidade, o TEDH também se manifestou sobre outras alegações apresentadas pela defesa. “O Tribunal rejeitou as demais alegações de Berlusconi, por considerá-las manifestamente infundadas ou apresentadas fora do prazo”, acrescentaram os juízes.

Essa rejeição abrangeu pontos como supostas falhas na notificação do processo e questionamentos sobre a interpretação da lei penal italiana. Para os magistrados europeus, não houve elementos suficientes para caracterizar violação de direitos.

A decisão do TEDH encerra a via recursal internacional para a família Berlusconi. Não há mais instâncias superiores às quais recorrer, o que torna definitiva a condenação por fraude fiscal.

Defesa critica julgamento italiano

Após a decisão, os advogados do ex-primeiro-ministro afirmaram que o julgamento que levou à condenação de Berlusconi “foi profundamente injusto”. A declaração foi divulgada em nota à imprensa italiana, mas a fonte não detalhou se haverá alguma nova medida judicial.

A defesa sustentou, ao longo do processo, que Berlusconi foi alvo de perseguição política e que a condenação teria motivações partidárias. No entanto, o TEDH não se pronunciou sobre esse aspecto, limitando-se a analisar as garantias processuais.

O caso Berlusconi é emblemático na Itália, onde o ex-premiê enfrentou dezenas de processos ao longo de décadas. A condenação por fraude fiscal foi uma das poucas que se tornaram definitivas, levando à perda de seu mandato no Senado em 2013.

Impacto para a família e legado

Para os herdeiros, a decisão do TEDH representa o encerramento de uma batalha judicial que se arrastava há anos. A família Berlusconi ainda administra um império empresarial que inclui a Mediaset e o clube de futebol Monza.

Especialistas ouvidos pela imprensa italiana avaliam que a rejeição do recurso não deve afetar diretamente os negócios da família, mas reforça a imagem de que a condenação foi legítima. A fonte não detalhou os nomes dos especialistas.

O ex-primeiro-ministro sempre negou as acusações e se declarou vítima de magistrados com viés político. Sua morte, aos 86 anos, não interrompeu os processos em andamento, que agora chegam ao fim com a decisão do TEDH.

Próximos passos e contexto

Com a decisão, não há mais recursos pendentes no âmbito europeu. A família Berlusconi pode, em tese, buscar medidas simbólicas, mas juridicamente o caso está encerrado.

O TEDH é a última instância para cidadãos europeus que alegam violação de direitos humanos por Estados-membros. A rejeição do recurso confirma a validade da condenação italiana e encerra a disputa judicial.

Para o leitor brasileiro, o caso ilustra como sistemas internacionais de direitos humanos podem revisar decisões nacionais, mas também como é difícil reverter condenações já transitadas em julgado. Acompanhe o Boca no Trombone para mais notícias internacionais.

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