Após denúncia sobre policiais obrigados a cozinhar durante expediente, PM se pronuncia
Polícia Militar do Paraná se pronuncia após denúncia sobre policiais que precisam cozinhar durante o expediente e esclarece impactos no patrulhamento.

As denúncias envolvem destacamentos policiais de Carambeí, Piraí do Sul, Jaguariaíva, Arapoti e Sengés, vinculados à 3ª Companhia do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), sediada em Castro. Conforme os relatos encaminhados à reportagem, os policiais estariam impedidos de comprar refeições fora das unidades e precisariam cozinhar durante o horário de serviço.
A principal preocupação apresentada nas denúncias está relacionada à possível redução do patrulhamento nas ruas, especialmente em municípios onde, segundo os relatos, apenas dois policiais atuam por turno. Nessas situações, as viaturas permaneceriam paradas enquanto os militares realizam o preparo dos alimentos.
PM afirma que alimentação não prejudica patrulhamento
Em resposta aos questionamentos, a Polícia Militar informou que dispõe de contratos regulares para o fornecimento de gêneros alimentícios e mantém uma organização de pessoal destinada ao preparo das refeições nos destacamentos da região.
Segundo a corporação, a estrutura adotada permite garantir a alimentação dos policiais durante o serviço sem comprometer as atividades operacionais.
“A Polícia Militar do Paraná (PMPR) informa que dispõe de contratos regulares para o fornecimento de gêneros alimentícios e mantém a organização de pessoal para o preparo das refeições nos Destacamentos Policiais Militares dos municípios dos Campos Gerais, de modo a assegurar a alimentação dos policiais durante o serviço, sem prejuízo ao patrulhamento ostensivo realizado pelas equipes de Rádio Patrulha Auto (RPA) e ao atendimento de ocorrências”, informou a instituição.
A manifestação confirma a existência de uma organização para o preparo das refeições dentro dos destacamentos, mas não esclarece especificamente se os policiais escalados para o patrulhamento são responsáveis por cozinhar ou se existe pessoal destinado exclusivamente a essa atividade.
Corporação reforça compromisso com segurança da população
Ainda na nota, a PMPR destacou que os procedimentos adotados têm como objetivo conciliar as necessidades dos policiais com a manutenção das atividades de segurança pública.
“A PMPR reforça que os procedimentos adotados visam garantir a adequada organização do serviço, a continuidade do policiamento e o bem-estar dos policiais militares, reafirmando seu compromisso com a transparência institucional, a responsabilidade na gestão dos recursos públicos e a segurança da população”, declarou.
O posicionamento foi divulgado pelo Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Paraná, em Curitiba.
Apesar dos esclarecimentos, a nota não detalha como ocorre a divisão das tarefas relacionadas ao preparo das refeições nos destacamentos com efetivo reduzido, nem aborda diretamente a alegação de que os policiais estariam proibidos de adquirir alimentação fora das unidades.
O Portal Boca no Trombone segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para novos esclarecimentos sobre a organização do serviço policial nos municípios dos Campos Gerais.
























