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Deputados dos EUA podem votar impeachment de Hegseth

Após o governo Trump perder as eleições de meio de mandato, deputados dos EUA podem votar o impeachment do secretário de Defesa Pete Hegseth já na próxima semana, segundo a CNN Internacional. Republicanos buscam um bode expiatório pela derrota, e a guerra no Irã é apontada como causa da onda democrata.

Deputados dos EUA podem votar impeachment de Hegseth
Crédito: g1.globo.com
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Deputados do Congresso dos Estados Unidos podem votar o impeachment do secretário de Defesa, Pete Hegseth, já na próxima semana, segundo a TV CNN Internacional. O movimento ocorre após uma derrota histórica do governo Trump nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, nas quais os democratas conquistaram maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (18) e reflete a turbulência política em Washington após o revés eleitoral. O Partido Republicano, do presidente Donald Trump, busca um bode expiatório para explicar a perda do controle do Legislativo, e a guerra no Irã foi apontada tanto pelo presidente quanto pelo vice-presidente J.D. Vance como a causa da “onda azul” que tomou os EUA.

Derrota nas midterms desencadeia crise

As eleições de meio de mandato resultaram em uma virada democrata nas duas casas do Congresso, enfraquecendo a base de apoio do governo Trump. Com a nova configuração, os deputados ganham poder para instaurar processos de impeachment contra membros do alto escalão, incluindo o chefe do Pentágono.

Segundo a CNN Internacional, os deputados republicanos estão trabalhando para colocar a culpa da derrota em Hegseth, argumentando que ele teria desempenhado um papel determinante em iniciar o conflito no Irã. A estratégia, segundo a emissora, visa proteger o presidente e o partido das consequências políticas do fracasso eleitoral.

Na quarta-feira, Donald Trump reconheceu que a guerra no Irã influenciou o resultado eleitoral, principalmente por causa da alta dos combustíveis, mas afirmou que “faria tudo de novo”. Já J.D. Vance, que nos bastidores sempre se posicionou contra o conflito, foi mais direto: “O motivo pelo qual perdemos foi a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”.

Hegseth no centro da controvérsia

Pete Hegseth, secretário de Defesa, tornou-se o alvo preferencial de um setor do Partido Republicano. A alegação de que ele teve papel determinante no início da guerra no Irã é usada como justificativa para o possível processo de impeachment. No entanto, a fonte não detalhou quais seriam as acusações formais ou os artigos do impeachment.

Apesar da pressão de parte da bancada, Trump gosta de Hegseth e disse a assessores que tentaria resistir às tentativas de impeachment de seu secretário de Guerra e de eventuais aberturas de investigações contra ele, informou a CNN Internacional. Essa postura cria um racha interno no partido, entre os que querem sacrificar Hegseth e os que seguem a orientação do presidente.

A votação do impeachment, se ocorrer, dependerá da articulação dos líderes republicanos na Câmara, agora controlada pelos democratas. A fonte não detalhou o cronograma exato nem os procedimentos que serão adotados.

Contexto da guerra e impacto eleitoral

A guerra no Irã, iniciada durante o mandato de Trump, gerou aumento nos preços dos combustíveis e desgaste político para o governo. O reconhecimento do próprio presidente de que o conflito influenciou as eleições evidencia a centralidade do tema na derrota republicana.

A “onda azul” mencionada por Trump e Vance refere-se à vitória democrata em estados-chave, que garantiu a maioria no Congresso. A insatisfação popular com a condução da política externa e seus efeitos econômicos foi apontada como fator decisivo pelos próprios líderes republicanos.

O vice-presidente J.D. Vance, que sempre se posicionou contra o conflito nos bastidores, reforçou a narrativa de que a guerra foi o principal motivo da derrota. Sua declaração pública na quarta-feira sinaliza uma tentativa de distanciamento da estratégia militar adotada pelo governo.

Próximos passos e reação do governo

Enquanto os deputados articulam o impeachment, o presidente Trump tenta blindar Hegseth. A resistência do mandatário, porém, pode não ser suficiente diante da nova maioria democrata e da pressão interna por responsabilização.

A CNN Internacional não informou se já há um número suficiente de votos para aprovar o impeachment na Câmara. O processo, se avançar, seguiria para julgamento no Senado, onde seriam necessários dois terços dos votos para condenação.

O desfecho dessa crise política pode definir os rumos do governo Trump nos próximos dois anos, com impacto direto na política externa e na estabilidade do Pentágono. A fonte não detalhou os próximos passos do Partido Republicano nem a data exata da possível votação.

Para o leitor brasileiro, o episódio ilustra como disputas internas nos EUA podem afetar a geopolítica global, incluindo os mercados de energia e as relações internacionais. A continuidade da cobertura será fundamental para entender os desdobramentos dessa crise em Washington.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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