Dermatite em cachorro: sintomas, tipos e tratamento
A dermatite em cachorro é uma inflamação na pele que pode ter diferentes causas, como alergias, parasitas e infecções. Os sintomas incluem coceira intensa, vermelhidão e queda de pelos. O tratamento varia conforme a causa e pode envolver medicamentos, shampoos e dieta.

A dermatite em cachorro é uma inflamação na pele que pode ter diferentes causas, como alergias, fungos, parasitas, bactérias ou até desequilíbrios hormonais. O problema é um achado frequente na rotina veterinária e compromete diretamente a saúde e o bem-estar dos animais. Os tutores devem ficar atentos aos sinais clínicos, que incluem coceira intensa, vermelhidão, feridas, queda de pelos e lambidas constantes.
Embora cause confusão, o termo dermatite não se refere a uma doença específica, mas a um conjunto de condições dermatológicas que afetam a pele dos cães. Cada uma dessas condições tem causas, sintomas e tratamentos específicos. A maioria dos tipos de dermatite em cachorro não é contagiosa, mas causas como micose e sarna sarcóptica podem ser transmitidas a humanos ou outros animais.
Quais são os tipos mais comuns?
Os tipos mais comuns incluem dermatite atópica, dermatite alérgica à picada de pulga, dermatite fúngica, dermatite bacteriana e dermatite alimentar. A inflamação pode ser desencadeada por gatilhos como alérgenos ambientais, pulgas, bactérias, fungos, alergia alimentar, agentes irritantes e alterações hormonais.
A dermatite alérgica, também chamada de dermatite atópica, é uma doença de pele crônica, inflamatória e hereditária, considerada uma das mais comuns na clínica veterinária. Trata-se de uma condição multifatorial, caracterizada pela sensibilização do sistema imunológico a alérgenos ambientais, como ácaros, fungos, leveduras, pólen, poeira, mofo e até alguns alimentos (SILVA et al., 2021).
Vídeo: YouTube | Fonte: blog.cobasi.com.br
Como a dermatite atópica se manifesta?
O problema ocorre quando o sistema imunológico do cachorro reage de forma exagerada a esses alérgenos, ativando anticorpos do tipo IgE, que provocam inflamação intensa na pele e coceira persistente. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), as dermatites de origem alérgica correspondem a cerca de 70% dos casos dermatológicos em cães.
Essa condição é especialmente comum em cães com predisposição genética. A predisposição está associada tanto a alterações imunológicas, que geram respostas exacerbadas, quanto a defeitos na integridade da barreira cutânea, que dificultam a proteção da pele contra a penetração de alérgenos, microrganismos e agentes irritantes.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da dermatite canina é complexo e pode demorar semanas. Exames como raspado de pele, cultura bacteriana e dieta de eliminação podem ser solicitados. O médico-veterinário avalia o histórico do animal e os sinais clínicos para identificar a causa subjacente.
“A dermatite é uma doença crônica e muitas vezes hereditária, caracterizada pela inflamação nas camadas mais superficiais da pele e pode acometer diferentes áreas do corpo do animal”, explica Fernanda Ambrosino, médica-veterinária entrevistada pelo portal Vida de Bicho.
Qual o tratamento indicado?
O tratamento depende da causa e costuma incluir medicamentos, shampoos específicos, controle de parasitas e ajustes na alimentação, como dieta hipoalergênica. Em casos de infecções secundárias, podem ser necessários antibióticos ou antifúngicos. O acompanhamento veterinário é essencial para o sucesso do tratamento.
Além de comprometer diretamente a saúde e o bem-estar do pet, alguns tipos de dermatite — como dermatofitoses e sarna sarcóptica — podem ser transmitidos para humanos. Por isso, ao notar qualquer alteração na pele do animal, o tutor deve procurar um profissional qualificado para avaliação e conduta adequada.























