Deslizamentos em Imbituva deixam nove pessoas desabrigadas e colocam outras quatro casas em risco
Deslizamentos em Imbituva deixam nove pessoas desabrigadas na Vila Zezo. Duas casas foram afetadas e outras quatro seguem monitoradas.
De acordo com as informações levantadas, uma das famílias é composta por cinco pessoas, enquanto a outra possui quatro integrantes. Ambas precisaram deixar os imóveis devido aos riscos provocados pela movimentação do solo.
Os deslizamentos atingiram terrenos localizados nos fundos das residências, na Rua João Gustosa. Uma das casas, de número 220, foi atingida pelo deslizamento, enquanto o imóvel vizinho, de número 230, também precisou ser interditado por questões de segurança.
As duas famílias afetadas já estão sendo atendidas por meio do aluguel social, benefício que garante auxílio para moradia temporária diante da impossibilidade de permanecer nos imóveis.
Outras quatro residências estão sendo monitoradas
Além das duas casas diretamente afetadas, outras quatro residências localizadas na mesma rua estão sendo monitoradas devido ao risco de novos deslizamentos.
Os imóveis em acompanhamento são os de números 240, 250, 260 e 270, todos próximos às casas que já precisaram ser desocupadas. Existe a possibilidade de que novas famílias tenham que deixar suas residências caso seja identificada uma piora nas condições de segurança dos terrenos.
Conforme o levantamento dos danos, a região apresenta características de solo que, associadas ao grande volume de chuva, favorecem a movimentação de terra e aumentam os riscos para as construções.
Área passou por projeto de requalificação urbana em 2022
Um dos pontos que chama a atenção no levantamento é que a área afetada pelos deslizamentos passou pelo Projeto de Requalificação Urbana, entregue em 2022.
Apesar das intervenções realizadas anteriormente, a região foi considerada de risco após as fortes chuvas e os deslizamentos registrados neste mês de outubro.
O relatório de avaliação dos danos aponta que as famílias retiradas não poderão retornar às residências devido às condições do terreno e à possibilidade de novas movimentações de solo.
A situação permanece sob acompanhamento, principalmente nas quatro casas vizinhas que ainda estão sendo monitoradas. Até o momento, nove pessoas precisaram deixar suas moradias, e o número de famílias afetadas poderá aumentar caso novas interdições sejam necessárias.
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