Dilma vota em BH sob vaias e gritos de Lula ladrão
Dilma Rousseff votou em Belo Horizonte no primeiro turno das eleições 2026 e foi alvo de vaias e gritos de ‘Lula ladrão’. A ex-presidente mora em Xangai e voltou ao Brasil para votar.

A ex-presidente Dilma Rousseff votou na manhã deste domingo (4) em Belo Horizonte, Minas Gerais, e foi recebida com vaias e gritos de “Lula ladrão” por eleitores presentes no local de votação. Dilma, que atualmente preside o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos BRICS, mora em Xangai, na China, e retornou ao Brasil esta semana especificamente para exercer o voto no primeiro turno das eleições de 2026.
O episódio ocorreu durante a votação, que começou às 8h em todo o país e tem encerramento previsto para as 17h, no horário de Brasília. A fonte não detalhou o endereço exato da seção eleitoral nem o horário preciso em que Dilma chegou ao local.
Reação negativa marca votação da ex-presidente
Ao comparecer à sua zona eleitoral na capital mineira, Dilma Rousseff foi alvo de manifestações hostis por parte de alguns eleitores. Gritos de “Lula ladrão” e vaias foram registrados no momento em que a ex-presidente chegou ou deixou o local — a fonte não especificou o momento exato das manifestações.
Não há informações sobre como Dilma reagiu às vaias ou se houve algum tipo de confronto. A reportagem também não teve acesso a imagens ou vídeos do ocorrido, pois a fonte não forneceu detalhes adicionais.
Apesar do clima tenso, não há relatos de que a votação de Dilma tenha sido interrompida ou de que ela tenha deixado o local antes de concluir o processo. A fonte não detalhou se houve reforço de segurança ou intervenção de mesários.
Trajetória recente: do Planalto ao banco dos BRICS
Dilma Rousseff governou o Brasil de 2011 a 2016, quando sofreu impeachment. Desde 2023, ela ocupa a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira criada pelos países do BRICS — foro internacional de cooperação entre economias emergentes, como Brasil, Rússia e Índia.
A nomeação de Dilma para o cargo ocorreu em um contexto de reaproximação do Brasil com o bloco, especialmente após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. A ex-presidente é filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), mesmo partido de Lula, o que explica a associação feita pelos manifestantes nos gritos de “Lula ladrão”.
Atualmente, Dilma reside em Xangai, na China, onde fica a sede do NDB. Sua vinda ao Brasil para votar demonstra o exercício regular do direito de voto, mesmo morando no exterior. A fonte não informou se ela pretende permanecer no país após o pleito ou retornar imediatamente à China.
Eleições 2026: primeiro turno em todo o país
O primeiro turno das eleições de 2026 teve início às 8h deste domingo (4) e está previsto para terminar às 17h, no horário de Brasília. Eleitores de todo o Brasil vão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que cada eleitor leve, além de um documento oficial com foto, uma anotação individual com os números de seus candidatos. A medida visa agilizar a votação e evitar erros na digitação dos números na urna eletrônica.
É proibido usar celular ou qualquer equipamento eletrônico no momento do voto. A regra vale para todos os eleitores, inclusive autoridades e candidatos. O descumprimento pode gerar sanções legais, conforme a legislação eleitoral.
Contexto político e reações
As vaias e gritos contra Dilma Rousseff refletem a polarização política que marca o cenário eleitoral brasileiro. A ex-presidente é figura central do PT, partido que governou o país por mais de uma década e que enfrenta forte oposição de setores da sociedade.
Embora Dilma não esteja concorrendo a nenhum cargo nestas eleições, sua presença em Belo Horizonte mobilizou eleitores contrários ao seu grupo político. A fonte não informou se outros candidatos ou lideranças do PT acompanharam Dilma no local de votação.
O episódio também evidencia o peso simbólico de Dilma no imaginário político brasileiro, mesmo após deixar a Presidência há quase dez anos. Sua atuação à frente do banco dos BRICS é frequentemente citada por aliados como prova de sua relevância internacional, enquanto críticos questionam sua gestão no Planalto.
Orientações para o eleitor
O TSE reforça que o voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e analfabetos. Quem não votar e não justificar a ausência está sujeito a multa e outras sanções, como impedimento de tirar passaporte ou assumir cargo público.
Para votar, é necessário apresentar documento oficial com foto, como RG, CNH, passaporte ou e-Título. A anotação individual com os números dos candidatos é permitida e recomendada, mas não pode ser compartilhada com outros eleitores dentro da cabine de votação.
O uso de celular na cabine é proibido; o aparelho deve ser entregue ao mesário antes de votar. A medida visa garantir o sigilo do voto e evitar registros indevidos. O eleitor que se recusar a entregar o celular pode ser impedido de votar e responder por crime eleitoral.
Próximos passos
Após o encerramento da votação, às 17h, começa a apuração dos votos. O TSE divulgará os resultados parciais ao longo da noite, com expectativa de definição dos cargos majoritários ainda no domingo, caso nenhum candidato à Presidência alcance mais de 50% dos votos válidos.
Se houver segundo turno, ele ocorrerá no último domingo de outubro. A fonte não detalhou se Dilma Rousseff permanecerá no Brasil para acompanhar a apuração ou se retornará à China nos próximos dias.
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