Duas canetadas podem reduzir contas de luz dos paranaenses, diz deputado Soldado Fruet

Duas canetadas podem reduzir contas de luz dos paranaenses, diz deputado Soldado Fruet

Das Assessorias 01.07.2022 12h15

Em discurso na sessão plenária desta quarta-feira (29), o deputado estadual Soldado Fruet (PROS) repudiou a distribuição de mais de R$ 1,8 bilhão em dividendos e juros sobre o capital próprio que a Copel fará aos seus acionistas nesta quinta-feira (30) e destacou que “duas simples assinaturas do governador podem reduzir as contas de luz de todos os paranaenses, do mais humilde ao maior empresário, do menor comércio à maior indústria”.

“Fica nossa repulsa a mais esse ato absurdo da Copel, a distribuição de R$ 1,8 bilhão que pertencem ao povo paranaense para acionistas da empresa”, afirmou o parlamentar. Ele ainda questionou por que os paranaenses, que são os donos da Copel na propaganda, não recebem nada.

“Simples: nada recebemos porque, para o Governo, só servimos para pagar contas cada vez mais altas e assim garantir os milionários salários dos diretores e os bilionários dividendos aos acionistas, em sua maioria grandes empresários e fundos de pensão pertencentes a bilionários”, disse.

O deputado ressaltou que, após a repercussão de uma denúncia que fez em plenário, felizmente, o governador Carlos Massa Ratinho Junior cancelou os bônus de quase R$ 4 milhões que seriam pagos aos diretores da Copel, que são indicados pelo chefe do Executivo. “São milhões para cá, bilhões para lá e o povo do Paraná sofrendo para pagar religiosamente, mês após mês, suas contas de luz cada vez mais pesadas”, comentou.

Soldado Fruet já mostrou diversas vezes que a energia elétrica pode ser mais barata no Paraná: “basta que o lucro, ao invés de ir para os bolsos de bilionários e para o cofre do Estado, seja utilizado na redução das contas”. Segundo ele, é legal reduzir o repasse aos acionistas para 25% do lucro, mas o Governo do Estado insiste em pagar 65% do lucro aos acionistas. O deputado também reiterou que o STF já decidiu ser legal a cobrança de ICMS sobre a energia como serviço essencial, ou seja, reduzir a alíquota de 29% para 18%.

De acordo com ele, todos ganhariam se o governador oficializasse essas medidas, inclusive o Governo, pois o dinheiro que sobraria seria usado pelos paranaenses em outras compras e serviços, gerando impostos para o Estado da mesma forma.

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