Eleições 2026: participação dos brasileiros cresce e abstenção no segundo turno é a menor em duas décadas
Segundo turno das eleições 2026 registra menor abstenção em 20 anos, com quase 3 milhões de ausências a menos e queda nos votos brancos e nulos.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no domingo (25), registrou um aumento na participação dos brasileiros e alcançou o menor índice de abstenção dos últimos 20 anos. Segundo dados da Justiça Eleitoral, 19,22% dos cidadãos aptos a votar não compareceram às urnas, percentual inferior ao observado na primeira etapa da disputa.
Em números absolutos, 30.509.005 eleitores deixaram de votar no segundo turno, enquanto no primeiro, realizado em 4 de outubro, foram contabilizadas 33.469.244 ausências. A diferença representa uma redução de aproximadamente 2,96 milhões de abstenções entre as duas votações.
O resultado ganha destaque especialmente porque o primeiro turno havia apresentado um índice de ausência de 21,08% do eleitorado. Com a redução para 19,22%, a votação decisiva mobilizou uma parcela maior dos 158.745.502 brasileiros habilitados a participar do processo eleitoral.
Segundo turno registra melhor índice de comparecimento desde 2006
Os números divulgados pela Justiça Eleitoral mostram que o Brasil não registrava uma taxa de abstenção tão baixa em um segundo turno presidencial desde 2006, quando 18,99% dos eleitores deixaram de comparecer.
A redução das ausências em 2026 contrasta com o cenário observado no primeiro turno, marcado por um volume elevado de eleitores que não participaram da votação.
Na comparação histórica, o segundo turno de 1989, primeira eleição presidencial direta após o período da ditadura militar, apresentou um índice de abstenção de 14,4%. Já em 1994, quando a eleição presidencial foi definida ainda no primeiro turno, o percentual de ausentes chegou a 17,77%.
Acre e brasileiros no exterior apresentam maiores abstenções
Apesar do aumento da participação nacional, algumas regiões registraram índices de ausência superiores à média brasileira.
Entre os eleitores residentes fora do país, 58,37% dos habilitados não compareceram aos locais de votação, representando o maior percentual de abstenção identificado no levantamento.
Dentro do território nacional, o Acre liderou o índice de ausências, com 26,08% dos eleitores deixando de votar no segundo turno.
Votos brancos e nulos também apresentam queda
Além do crescimento no comparecimento às urnas, a eleição decisiva apresentou uma redução nos votos brancos e nulos em relação ao primeiro turno.
O número de votos em branco passou de 2.300.798, equivalente a 1,84%, na primeira votação, para 1.430.496, ou 1,12%, no segundo turno.
Os votos nulos também diminuíram. No primeiro turno, foram registrados 3.674.249 votos anulados pelos próprios eleitores, correspondentes a 2,93%. Já na votação de domingo, esse total recuou para 2.723.305, representando 2,12%.
Os dados indicam que, além de uma maior presença nas seções eleitorais, houve uma redução proporcional dos votos que não foram destinados a nenhum dos candidatos na disputa presidencial.
Com esses resultados, as eleições de 2026 encerraram o segundo turno com o maior percentual de comparecimento dos últimos 20 anos, reforçando a diferença de participação entre as duas etapas do processo eleitoral.
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