Embrapa apresenta propostas para o agro aos candidatos nas eleições de 2026
Documento reúne recomendações para ampliar investimentos em ciência, sustentabilidade, segurança alimentar e transformação digital no campo

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou nesta semana uma série de propostas para orientar candidatos aos poderes Executivo e Legislativo nas eleições de outubro de 2026. As recomendações tratam do desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira e da definição de políticas públicas para o setor.
As medidas estão reunidas no documento Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação. Elaborada com base em evidências científicas, a publicação defende investimentos contínuos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.
De acordo com a Embrapa, a agricultura ocupa uma posição estratégica no país por sua participação na economia, na produção de alimentos e no desenvolvimento regional. O setor também enfrenta desafios relacionados às mudanças climáticas, à transição energética e à necessidade de modernização das atividades no campo.
A expectativa é que o documento contribua para a elaboração de planos de governo e projetos legislativos voltados ao agronegócio e à agricultura familiar.
Agricultura representa 25% do PIB
A Embrapa destaca que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro alcançou R$ 3,2 trilhões em 2025, o equivalente a aproximadamente 25% do PIB nacional.
No mesmo período, as atividades ligadas ao campo empregavam 28,4 milhões de pessoas. As exportações do setor somaram US$ 169,2 bilhões, representando 48,5% de tudo o que o Brasil vendeu ao mercado internacional.
A empresa também calcula que cada R$ 1 investido em suas atividades gera retorno de R$ 27,12 para a sociedade brasileira.
Seis prioridades para o setor
O documento aponta seis áreas consideradas estratégicas para o futuro da agricultura brasileira:
- Segurança alimentar e nutricional;
- Agricultura sustentável e adaptação às mudanças climáticas;
- Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
- Transição energética e bioenergia;
- Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
- Transformação digital no campo.
Entre as recomendações está a redução da dependência de insumos importados. A Embrapa também defende investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos para ampliar a participação brasileira nos mercados de baixo carbono.
A publicação cita uma projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) segundo a qual a demora na adoção de medidas contra as mudanças climáticas pode provocar perdas de R$ 17,1 trilhões à economia brasileira até 2050.
Na área tecnológica, o documento ressalta a importância da inteligência artificial, da automação, do sensoriamento remoto, da agricultura de precisão e da ampliação da conectividade rural.
Para a Embrapa, o Executivo deve conduzir uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, enquanto o Legislativo precisa assegurar condições regulatórias, institucionais e orçamentárias capazes de garantir estabilidade às políticas públicas e segurança para investimentos de longo prazo.
























