Entenda a crise da Casas Bahia que levou ao fechamento de loja em PG
Varejista pediu recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas; loja da Avenida Vicente Machado encerrou as atividades

O Grupo Casas Bahia demitiu aproximadamente 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas somente em agosto de 2026. As medidas fazem parte de uma nova etapa do plano de reestruturação da varejista, que entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A crise também chegou a Ponta Grossa.
Na última sexta-feira (14), a unidade na Avenida Vicente Machado, na região central, encerrou as atividades. Ao todo, 31 funcionários foram afetados pelo fechamento e receberam a informação quando chegaram para trabalhar. Baseada no pedido apresentado à Justiça de São Paulo, os cortes buscam reduzir despesas e reorganizar a estrutura financeira do grupo. A empresa afirma enfrentar a pior crise financeira de sua história.
Reestruturação eliminou 11,6 mil postos de trabalho
O processo de reestruturação começou em 2023, quando a Casas Bahia fechou 55 unidades consideradas deficitárias e reduziu aproximadamente 8,6 mil postos de trabalho. A companhia também diminuiu estoques, cortou investimentos e promoveu ajustes nos centros de distribuição. Com a nova rodada de cortes realizada em 2026, o número acumulado chegou a aproximadamente 355 lojas encerradas e 11,6 mil empregos eliminados.
A empresa atribui as dificuldades ao cenário de juros elevados, à redução do consumo de bens duráveis, ao crescimento da inadimplência e às mudanças provocadas pela expansão do comércio digital. Em 2024, a companhia chegou a realizar uma recuperação extrajudicial e renegociou aproximadamente R$ 4,1 bilhões com instituições financeiras. Entretanto, segundo a varejista, a manutenção do alto custo das dívidas continuou pressionando o caixa.
Empresa promete manter operações
O pedido de recuperação judicial envolve a Casas Bahia e outras nove empresas do grupo. A medida ainda deverá ser ratificada pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária. Apesar da crise, a companhia afirma que pretende manter normalmente as lojas que continuam abertas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda.
Atualmente, o grupo emprega mais de 20 mil pessoas e mantém uma rede superior a 700 lojas físicas. A recuperação judicial permite que uma empresa renegocie suas dívidas sob supervisão da Justiça, com o objetivo de evitar a falência, preservar empregos e manter as operações durante o processo de reorganização financeira.
























