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EUA e Irã intensificam confronto após tensão no Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após ataques entre Irã e EUA. Entenda como a escalada militar aumenta a tensão no Oriente Médio.

EUA e Irã intensificam confronto após tensão no Estreito de Ormuz
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O Estreito de Ormuz voltou ao centro da crise no Oriente Médio neste domingo (12), após uma nova escalada militar envolvendo Irã e Estados Unidos. A tensão aumentou depois que Teerã anunciou o fechamento da estratégica rota marítima e intensificou ataques contra alvos ligados aos EUA e países do Golfo.

Segundo autoridades iranianas, a Guarda Revolucionária lançou uma série de ataques com mísseis e drones contra instalações militares e de infraestrutura localizadas em Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã. Em alguns desses países foram registrados alertas de defesa aérea e operações para interceptação de projéteis.

O governo do Irã também afirmou ter atingido embarcações que navegavam pelo Estreito de Ormuz, alegando que uma sequência de incidentes envolvendo navios motivou a reação militar. A região é considerada uma das mais estratégicas do planeta por concentrar parte significativa do transporte mundial de petróleo.

Como resposta, os Estados Unidos anunciaram uma terceira rodada de ataques contra alvos militares iranianos somente nesta semana. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), aproximadamente 140 posições foram atingidas, incluindo bases navais, depósitos de munição, sistemas de comunicação, instalações de mísseis e estruturas de vigilância costeira.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Irã assumiu o risco ao atacar interesses americanos na região e declarou que novas medidas poderão ser adotadas caso ocorram outros ataques.

Outro ponto de divergência entre os dois países envolve justamente o Estreito de Ormuz. Enquanto integrantes do governo iraniano e da Guarda Revolucionária afirmam que a passagem marítima foi fechada “até novo aviso”, o Centcom contesta essa versão e sustenta que a rota continua aberta para embarcações que realizam trânsito legal.

Segundo os militares americanos, forças navais permanecem posicionadas para garantir a liberdade de navegação e evitar bloqueios que possam comprometer o fluxo internacional de mercadorias e combustíveis.

A escalada também provocou reações diplomáticas. Catar, Jordânia e Omã classificaram os ataques como uma grave ameaça à estabilidade regional e condenaram a ampliação das ações militares. O governo de Omã informou ainda que convocou o embaixador iraniano para apresentar um protesto formal.

Já o Paquistão pediu moderação às partes envolvidas e defendeu a retomada das negociações diplomáticas para impedir que o conflito avance para uma guerra de maiores proporções.

Em pronunciamento divulgado pela imprensa iraniana, o conselheiro militar Mohsen Rezaei afirmou que o Estreito de Ormuz representa um ativo estratégico fundamental para a segurança nacional do país. Segundo ele, a passagem marítima possui importância decisiva para os interesses iranianos e continuará sendo protegida pelo governo.

A situação permanece em rápida evolução e é acompanhada por governos e mercados internacionais, já que qualquer alteração nas condições de navegação pelo Estreito de Ormuz pode provocar impactos significativos no abastecimento global de petróleo, nos preços da energia e na estabilidade econômica mundial.

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Fabiano Blageski
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Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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