EUA renovam Câmara e um terço do Senado nesta terça
Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na próxima terça-feira (3/11) para renovar toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado. A disputa ocorre em meio à desaprovação de 66% do governo Trump, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na próxima terça-feira (3/11) para escolher os novos integrantes do Congresso em uma disputa que pode alterar o equilíbrio de forças em Washington e impor novos obstáculos ao governo de Donald Trump. As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.
O pleito ocorre em um momento de desgaste político do presidente republicano. A insatisfação com o custo de vida, a condução da economia, as tarifas comerciais e os efeitos da guerra contra o Irã pressionam a Casa Branca às vésperas da votação.
Disputa acirrada pelo controle do Congresso
Com a maioria republicana nas duas Casas por uma margem estreita, os democratas enxergam uma oportunidade de recuperar espaço no Legislativo. As midterms são realizadas a cada quatro anos, sempre na metade do mandato presidencial norte-americano.
O sistema prevê eleições legislativas a cada dois anos, com a renovação integral da Câmara dos Representantes e de aproximadamente um terço do Senado. Na Câmara, os 435 deputados têm mandatos de dois anos e representam distritos eleitorais distribuídos pelos 50 estados, de acordo com o tamanho da população.
Para controlar a Casa, um partido precisa conquistar pelo menos 218 cadeiras. O Senado, por sua vez, tem 100 integrantes, dois representantes por estado, independentemente da quantidade de habitantes. Os mandatos são de seis anos, com renovação escalonada.
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Posse e organização eleitoral
Os parlamentares eleitos tomarão posse em janeiro de 2027, quando começa a legislatura do 120º Congresso. Diferentemente do Brasil, os Estados Unidos não contam com um órgão eleitoral nacional equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cada estado organiza e contabiliza os próprios votos, seguindo regras locais. A votação antecipada e pelo correio também fazem parte do processo eleitoral. Cidadãos votaram para as eleições presidenciais dos EUA de 2024 em Maryland.
Popularidade de Trump pesa na disputa
A popularidade de Trump é um dos principais fatores que influenciam o cenário eleitoral. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 19 de outubro apontou que 66% dos norte-americanos desaprovam a administração republicana, enquanto 31% aprovam o desempenho do presidente.
O levantamento também identificou que a insatisfação está concentrada principalmente na condução da economia e no aumento do custo de vida. O resultado representa um dos piores índices de aprovação registrados para Trump nos dois mandatos.
Tarifas comerciais geram desgaste
A política comercial do presidente também se tornou um ponto de desgaste. Desde o retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025, o atual mandatário ampliou o uso de tarifas sobre produtos importados, sob o argumento de proteger a indústria norte-americana e fortalecer a economia doméstica.
As medidas, no entanto, provocaram questionamentos judiciais, reações de parceiros comerciais e críticas de setores empresariais. O aumento dos custos de importação também alimentou o debate sobre o impacto das tarifas nos preços pagos pelos consumidores.
Com a votação se aproximando, o resultado das urnas definirá o cenário político para os próximos dois anos do mandato de Trump. A expectativa é de que a participação popular e os resultados estaduais indiquem o rumo das políticas públicas nos Estados Unidos.
Fonte
- www.metropoles.com
- eleitores dos Estados Unidos (www.whitehouse.gov)























