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EUA retiram funcionários da Arábia Saudita após ataques

Os Estados Unidos ordenaram a retirada de funcionários não emergenciais e familiares da Arábia Saudita após o avanço do grupo Houthis contra o território saudita. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (21/10) e ocorre em meio à escalada de ataques na região.

EUA retiram funcionários da Arábia Saudita após ataques
Crédito: Mohammed Hamoud/Getty Images
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O governo dos Estados Unidos ordenou que funcionários diplomáticos e seus familiares deixem a Arábia Saudita. A medida, anunciada nesta quarta-feira (21/10), foi tomada após o avanço do grupo Houthis, do Iêmen, contra o território saudita.

A informação foi divulgada pelo porta-voz da Casa Branca, Tommy Pigott, que veio a público questionar uma reportagem da Reuters sobre uma possível retirada de diplomatas das embaixadas dos EUA espalhadas pelos países do Golfo Pérsico.

Ordem vale apenas para Arábia Saudita

“O Departamento de Estado dos EUA emitiu uma ordem de partida para funcionários não emergenciais do governo dos EUA e seus familiares na Arábia Saudita apenas”, afirmou Pigott.

Em alerta de segurança divulgado pela Embaixada dos Estados Unidos em Riade nesta quarta, o governo norte-americano alertou que a situação no país pode “escalar rapidamente”. Por isso, a representação diplomática deu instruções para funcionários que desejam deixar o território saudita.

Quem são os Houthis e sua origem

Criado na década de 1990, os Houthis são um movimento político-religioso composto majoritariamente por seguidores do zaidismo, uma das três vertentes do islamismo xiita.

O grupo controla partes do Iêmen desde 2014, após começar uma ofensiva contra o então governo do país, dando início à guerra civil que dura 14 anos.

Em 2015, a Arábia Saudita criou uma coalizão militar para apoiar o governo iemenita reconhecido internacionalmente. A partir daí, posições dos Houthis começaram a ser bombardeadas no Iêmen.

Trégua rompida e escalada recente

A aliança militar saudita e os Houthis travaram combates até 2022, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) mediou um cessar-fogo no Iêmen.

No segundo semestre de 2026, a trégua entre os Houthis e a Arábia Saudita foi rompida, e os dois lados retomaram as hostilidades. Na mesma época, a organização expandiu seu controle no norte do Iêmen, e agora domina praticamente todo acesso do país ao Mar Vermelho.

Em julho deste ano, a Arábia Saudita passou a ser atacada pelos Houthis após anos de relativa paz na região.

Ataques e resposta militar

A ofensiva começou após o grupo, que controla partes do Iêmen desde 2014, acusar Riade de bombardear o Aeroporto Internacional de Sanaa, na capital iemenita. Além disso, a organização também impôs um bloqueio marítimo contra embarcações sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb.

Com isso, a coalizão militar internacional liderada pela Arábia Saudita passou a atacar posições dos Houthis no Iêmen. As operações, no entanto, não fizeram o grupo recuar. Ao invés disso, os Houthis têm lançado mísseis e drones contra o território saudita quase que diariamente.

Além disso, a organização expandiu seu controle no Iêmen e agora domina a costa que liga o país ao Mar Vermelho.

Pacto militar e envio de tropas

Diante do cenário, a Arábia Saudita firmou um pacto militar com Paquistão e Turquia, que prevê a defesa mútua caso um dos três países seja atacado — fórmula parecida com a adotada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Nas últimas semanas, os governos paquistanês e turco iniciaram o envio de militares ao território da Arábia Saudita, com o objetivo de defender o reino.

Os Houthis recebem apoio do Irã e defendem a causa da Palestina. Por isso, a organização iniciou ataques contra navios ligados a Israel no Mar Vermelho depois do início da guerra na Faixa de Gaza. Eles também passaram a lançar drones e mísseis em direção ao território israelense.

Os Estados Unidos e o Reino Unido chegaram a atacar posições dos Houthis no Iêmen entre 2024 e 2025 em resposta às ações do grupo na região.

A retirada de funcionários americanos da Arábia Saudita sinaliza a gravidade da situação e o temor de que o conflito se intensifique ainda mais. O portal Boca no Trombone segue acompanhando os desdobramentos dessa crise no Oriente Médio.

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