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Política

Ex-ministros e acadêmicos assinam manifesto pró-Lula

Intelectuais, economistas e ex-ministros assinaram neste sábado (17) um manifesto de apoio à reeleição do presidente Lula. O documento critica o projeto político do senador Flávio Bolsonaro e defende valores democráticos. A entrega ocorreu em São Paulo, com presença de autoridades.

Ex-ministros e acadêmicos assinam manifesto pró-Lula
Crédito: www.gazetadopovo.com.br
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Um grupo de intelectuais, economistas, acadêmicos e ex-integrantes de governos divulgou neste sábado (17) um manifesto em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com críticas ao projeto político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento foi entregue durante um encontro no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, na capital paulista.

Participaram da agenda o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros Fernando Haddad, da Fazenda, Marina Silva, do Meio Ambiente, e Simone Tebet, do Planejamento. A presença de figuras de diferentes espectros políticos reforça o caráter suprapartidário da iniciativa, segundo os organizadores.

Manifesto alerta para riscos institucionais

Os signatários afirmam que a candidatura de Flávio representa riscos ao que chamam de retrocessos sociais e institucionais, além de, segundo o documento, ameaçar conquistas consolidadas e a atuação diplomática do Brasil. O texto menciona a possibilidade de mudanças na política externa brasileira, que poderiam comprometer a interlocução multilateral do país e os canais de diálogo com diferentes setores da sociedade.

Entre os 15 signatários estão o ex-ministro das Relações Exteriores Rubens Ricupero, o jurista Miguel Reale Jr., o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira, o economista Eduardo Giannetti e o climatologista Carlos Nobre. A diversidade de áreas de atuação dos apoiadores é destacada como um sinal de preocupação ampla com o cenário político.

Apoio crítico e independência preservada

Apesar do apoio à candidatura petista, os signatários ressaltam que não se trata de uma adesão irrestrita ao governo. “Muitos de nós temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, e preservaremos nossa independência para expressá-las”, afirmam. A ressalva indica que o manifesto não é um cheque em branco, mas uma escolha diante do que consideram um risco maior.

Eles destacam ainda que a manifestação pretende defender o que chamam de “valores nacionais comuns”, e dizem não ser apenas o apoio a um candidato: “Antes de apoio a um nome, esta manifestação é de apoio ao Brasil, ao nosso espaço nacional e aos seus valores fundamentais comuns”. A frase sintetiza o tom do documento, que busca se posicionar como uma defesa de princípios democráticos.

Prioridades econômicas e sociais elencadas

O documento elenca como prioridades o crescimento econômico, a geração de empregos, a recuperação da capacidade industrial e o estímulo à inovação. Também defende o avanço da agricultura de baixo carbono e investimentos em educação, ciência e tecnologia. Esses pontos, segundo os autores, são essenciais para um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

A ênfase em temas como inovação e agricultura de baixo carbono reflete a preocupação com a agenda ambiental e a competitividade do país. Os signatários argumentam que tais áreas são estratégicas para o futuro do Brasil e não podem ser negligenciadas em um contexto de disputa eleitoral.

Defesa das instituições e da diversidade

À chamada “defesa das instituições”, o manifesto sustenta que a diversidade e os direitos fundamentais devem ser respeitados. Adversários políticos, instituições públicas, universidades, imprensa e organizações da sociedade civil, afirma o texto, não devem ser tratados como inimigos. A declaração é uma resposta direta ao clima de polarização e ataques a instituições verificado nos últimos anos.

O documento reforça a necessidade de um ambiente democrático saudável, onde o dissenso seja legítimo e as instituições funcionem sem intimidação. Para os signatários, a preservação desses valores é condição para a estabilidade política e social do país.

Repercussão e próximos passos

A entrega do manifesto em São Paulo reuniu apoiadores e chamou a atenção da imprensa. A presença de autoridades como o vice-presidente e ex-ministros sinaliza a relevância política do ato. A fonte não detalhou se haverá novos eventos ou desdobramentos da iniciativa.

O manifesto deve alimentar o debate público nas próximas semanas, especialmente entre eleitores indecisos e setores da sociedade civil. A divulgação do documento ocorre em um momento de intensa movimentação pré-eleitoral, quando alianças e apoios ganham peso estratégico.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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